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Alysson Lisboa Neves Jornalista
13/Feb/2017 - 10h35 - Atualizado em 15/Feb/2017 - 10h44

A era dos chatbots está chegando para mudar o marketing

Inteligência artificial e machine learning para uma interação mais fluida entre homem e máquina


Por Alysson Lisboa Neves
Crédito: Shuterstock

Escrever comentários ou pedir informações nas páginas de empresas no Facebook é uma ação comum entre os usuários da maior rede social do planeta. É assim que interagimos hoje em dia com marcas, instituições e pessoas. No entanto, obter resposta pode demorar muito. Segundo pesquisa realizada pela Take.net com algumas empresas do setor bancário, de comércio e serviços a espera é de três horas em média. E se for no fim de semana aí fica pior ainda. 

Mas a função das redes sociais não é gerar interação e troca de informações de modo rápido e direto com seus usuários? A solução dissso pode estar no uso de chatbots. Você sabe o que são? Veja infográfico no final do artigo.

Manter equipe nos finais de semana para responder mensagens gera um custo muito alto para as agências de social media. Além disso, os chatbots são fáceis de usar e temos o hábito de trocar mensagens o tempo todo.

Fusão das palavras chat (conversa) e bot (robô) não é algo assim, tão novo, mas agora está em destaque no mundo e ganham adesão das empresas. No Brasil os pioneiros foram o Robô Ed e Sete Zoom. Esses bots conversavam com o público e respondiam as perguntas mais variadas. Em dois meses, a Sete Zoom gerou mais de 40 matérias publicadas na imprensa e um milhão de frases conversadas. O Robô Ed, agora desativado, era o chat oficial da Petrobras e tinha um discurso bem humorado para falar sobre energia e meio ambiente.

Caio Calado é um entusiasta da tecnologia dos chatbots e acredita no poder da ferramenta para gerar negócios
Crédito: Léo Lima/Tape.m

Caio Calado, que trabalha com UX designer na Take e especialista em chatbots, ministrou uma palestra sobre o tema no início do mês no Centro Universitário UNA. Ele ressaltou o crescimento do mercado de chatbots, mas a dificuldade de convencer as empresas em aderir à essa inovação. 

Quem se arrisca no mundo dos bots só tem o que comemorar. Um dos exemplos apresentados pelo especialista mostrou a força dos bots durante o Black Friday. No período, uma empresa de e-commerce usou a tecnologia e conseguiu entregar quase 2 milhões de mensagens, o que seria impossível se fosse feito por um humano. Mais de 51 mil pessoas iniciaram conversa com o bot e 46 mil aceitaram receber mensagens promocionais. Sem divulgar o número de vendas alcançadas pela interação dos consumidores com o chatbot, o especialista afirmou que depois do sucesso, várias empresas estão aderindo ao modelo.

Mas a tecnologia enfrenta barreiras. A inteligência das conversas ainda é muito restrita e, segundo Calado, correspondem a 20% do conteúdo. Como responder a perguntas sem sentido? Como contornar ironia, humor, gírias e outras variáveis? Atualmente, o Messenger do Facebook, Whatsapp, Skype, Telegram e outros aplicativos já disponibilizam API para que os desenvolvedores façam suas aplicações.

O certo é que cada vez mais faremos interação com robôs nos programas de mensagens. Aos poucos a interação vai ganhar mais inteligência e quanto mais ele aprender o modo como conversamos, mais fluida será a conversa e mais precisas serão as respostas. No futuro, as rotinas que não exigem criatividade para serem respondidas, fatalmente, partirão de um robô. O que você acha da ideia? 

 

#chatbot#inteligenciartificial#take.netFavoritar

Sobre o autor
Alysson Lisboa Neves Jornalista

Jornalista formado pelo Uni-BH, Especialista em Produção em Mídias Digitais pelo IEC PUC Minas e Mestre em Comunicação Digital Interativa pela Universitat de Vic, Espanha. Mais de 20 anos de experiência em mídia impressa e digital, com passagem pelos jornais Hoje em Dia e Estado de Minas. Na Revista Encontro desempenhou a função de editor de novas mídias, coordenador da equipe digital e colunista. É também especialista em desenho de jornais e revistas em tablets e smartphones. Foi professor de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. É professor de pós-graduação no IEC PUC Minas e de Empreendedorismo no Cotemig. É palestrante nas áreas ligadas ao jornalismo digital, novas mídias, inovação em desenho de jornais e revistas, redes sociais e marketing digital. É colunista do Portal Uai e consultor de novas mídias e marketing digital.

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