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Alysson Lisboa Neves Jornalista
03/Aug/2018 - 14h17 - Atualizado em 03/Aug/2018 - 15h42

Apple chega ao valor de US$ 1 bilhão

Valorização das ações na bolsa permitiram que a Apple ultrapassasse a barreira que nenhuma outra empresa norte-americana superou


Por Alysson Lisboa Neves

Em abril de 2008 as ações da Apple nos Estados Unidos, segundo a Nasdaq, eram de US$ 21,89. Hoje, depois de 10 anos, as ações estão avaliadas em US$ 207, um crescimento de 950%. Mas esse sucesso todo, assim como a maioria das empresas do Vale do Silício, teve um início tímido.

O crescimento da gigantesca empresa norte-americana se deve ao sucesso de seus gadget e também pela comercialização de sistemas operacionais. A evolução da empresa fez com que ela atingisse o valor histórico de U$ 1 trilhão e tornou-se a primeira empresa dos Estados Unidos a atingir a marca. Para se ter uma ideia do que esse número astronômico significa, o Produto Interno Bruto do Brasil - dados de 2016, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas no país chegam a US$ 1,7.

O nascimento da gigante

A história da Apple teve início na Califórnia, Estados Unidos, pelas mãos de Steve Jobs e Steve Wozniak no ano de 1976. O computador Apple I teve 200 unidades vendidas ao custo de pouco mais de R$ 2.500.

A cada nova versão dos computadores a empresa se modernizava e ganhava capital. O Macintosh, lançado em 1984 fez sucesso arrebatador. Ele foi o primeiro computador com interface gráfica da empresa e desbancou os antigos equipamentos da IBM. Em 1997 o iPhone chegou e revolucionou todo o mercado de smartphones. Depois vieram os iPads e mais recentemente a Apple TV e diversos outros gadgets.

Apesar de ter atingido a marca histórica de valorização, é bem provável que a Amazon também consiga chegar a esse patamar de US$ 1 trilhão, dado seu crescmento relatado em seus balanços trimestrais.

Um computador para o resto de nós

O que transforma uma empresa de garagem em uma gigante como Apple? Parte disso se deve ao empenho da sua equipe de funcionários, hoje estimado em 50 mil ao redor mundo, mas também pela genialidade de seus fundadores. Tanto Jobs quanto Wozniack foram criteriosos na escolha de cada equipamento, fornecedor e acabamentos para seus computadores e souberam exatamente a hora de mudar os rumos da empresa.

Quando a equipe de engenheiros da empresa mostrou ao CEO a tecnologia das telas sensíveis ao toque, já em um protótipo que viria a ser o iPad, Steve Jobs tomou a correta decisão de adiar o lançamento do iPad e inserir a nova tecnologia em um aparelho celular com touchscreen.

Os concorrentes não viram com bons olhos a chegada do celular mais caro do mundo, o presidente da Microsoft na época, Steve Ballmer chegou a fazer piada. Ele não acreditava que o mercado seria alterado com a chegada do iPhone. A história mostrou o contrário, o Zune, smartphone da Microsoft perdeu mercado e desapareceu frente ao concorrente.

Depois do sucesso estrondoso do iPhone e com reinado quase absoluto sobre os outros fabricantes de celulares, os concorrentes se renderam à tela sensível ao toque e abandonaram os teclados físicos. Em 2010, a Apple revolucionou novamente apresentando o Ipad, equipamento que tinha como propósito substituir os computadores pessoais. Apesar do crescimento nos primeiros anos, o mercado dos tablets não acompanhou o sucesso do iPhone.

O que vem pela frente?

As revoluções e ganhos exponenciais obrigam os engenheiros a buscar o tempo todo por novos produtos e serviços. A matéria publicada pela Fast Company sobre o futuro dos aparelhos celulares mostra que o futuro agora passa pelos sistemas vestíveis (wearables) e “ouvíveis” (earwearables). Tocar nas telas será cada vez menos necessário. A Siri, reconhecedor de voz da empresa, está sendo “treinada” para tornar as conversas entre máquinas e humanas cada vez mais fluida.

Além dos gadgets ligados ao corpo, os carros autônomos devem ser novidade na Apple. Dezenas de engenheiros foram contratados especificamente para desenvolver o carro autônomo. Corrida que hoje é liderada pelo Google e Tesla. Resta saber quem vai chegar primeiro ao mercado.

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Sobre o autor
Alysson Lisboa Neves Jornalista

Jornalista formado pelo Uni-BH, Especialista em Produção em Mídias Digitais pelo IEC PUC Minas e Mestre em Comunicação Digital Interativa pela Universitat de Vic, Espanha. Mais de 20 anos de experiência em mídia impressa e digital, com passagem pelos jornais Hoje em Dia e Estado de Minas. Na Revista Encontro desempenhou a função de editor de novas mídias, coordenador da equipe digital e colunista. É também especialista em desenho de jornais e revistas em tablets e smartphones. Foi professor de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. É professor de pós-graduação no IEC PUC Minas e de Empreendedorismo no Cotemig. É palestrante nas áreas ligadas ao jornalismo digital, novas mídias, inovação em desenho de jornais e revistas, redes sociais e marketing digital. É colunista do Portal Uai e consultor de novas mídias e marketing digital.

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