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Alysson Lisboa Neves Jornalista
26/Apr/2018 - 12h29 - Atualizado em 27/Apr/2018 - 09h40

Facilidades podem aumentam a vulnerabilidade dos consumidores

Tenha cuidado na hora de expor informações na web


Por Alysson Lisboa Neves

Você compra um produto pela internet e busca na loja física mais perto de sua casa ou do trabalho. Aciona o lava-rápido por aplicativo que busca seu carro e entrega limpinho. Por acionamento remoto você abre sua casa para receber uma encomenda, mesmo você estando distante. Parece utopia? Esses serviços já estão disponíveis, mas a pergunta é: Você tem coragem de usar?  

A Amazon lançou nos Estados Unidos o Amazon Key (foto), um serviço, ainda em teste, que permite que você deixe encomendas na casa ou no porta-mala do carro do cliente. Você mora sozinho, trabalha o dia todo fora de casa e seu carro fica estacionado no trabalho? As entregas agora podem chegar diretamente no seu porta-malas. Serviços de lavanderia também já testam a facilidade. 

Por meio da conta Amazon Prime o consumidor pode escolher que a encomenda seja deixada no porta-malas do veículo ou em casa, o que é muito prático, concorda? Por meio do app é possível liberar ou travar os acessos. Mas você deve estar se perguntando sobre a segurança do serviço e impossibilidade de isso funcionar no Brasil.

Independentemente da viabilidade do serviço em países em que os roubos são mais comuns, o que o Amazon Key faz é facilitar a vida e trazer praticidade aos consumidores. Fomos acostumados a dividir os negócios em B2B (Business to business - de negócios para negócios) ou B2C (Business to Consumer - de negócios para consumidor), mas precisamos nos lembrar que relações sempre foram H2H (de humano para humano). Vivemos uma profunda mudança nas relações entre empresas e clientes. São relações cada vez mais próximas e afetuosas. O objetivo precisa ser sempre o de facilitar a vida do consumidor.

“Acabem com os meus problemas pequenos”

Outro caso interessante nos EUA é o da empresa Scan Mail Boxes. O serviço busca na caixa de correios suas correspondências, digitaliza e envia eletronicamente para o dono. A chave você manda como foto e eles fazem uma cópia. São preocupações que deixamos a cargo de startups e da tecnologia. Mas a questão não está apenas na confiança entre humanos. Os ataques hackers no mundo crescem substancialmente deixando os serviços digitais mais vulneráveis.

Não estamos seguros

Sabemos que os serviços precisam trazer segurança acima de tudo. Segundo a Gartner, os gastos previstos com segurança da informação devem chegar a US$ 93 bilhões este ano. Isso se deve ao forte crescimento dos equipamentos inteligentes IoT.  São máquinas conversando com máquinas, transmitindo dados, abrindo portas, carros, ligando e desligando aparelhos remotamente.

O professor Thiago Hoffman, especialista em segurança de computadores e CSO da Tass Consultoria, ressalta que apesar de toda essa tecnologia dos novos dispositivos, a segurança ainda é um problema. “Abrir uma fechadura de casa hoje é algo relativamente simples, assim como invadir um sistema de fechadura eletrônica”. Mas para o professor, a vantagem é que esses equipamentos digitais hoje conseguem enviar informações e “pedido de ajuda” caso estejam sendo invadidos.

Sistemas são sempre vulneráveis

Não existe um sistema impenetrável. O que as empresas fazem é tornar as coisas mais difíceis para o invasor. Apesar de nossa vulnerabilidade, podemos de alguma forma reduzir os riscos. O principal é conhecer como funcionam os equipamentos e que tipo de dados entregamos. Outra maneira de aumentar a segurança é evitar entrar em redes de wi-fi gratuitas sem conhecer realmente o proprietário desta rede. Você pode estar dando acesso aos seus dados seja por meio de celulares ou computadores. O invasor instala um aplicativo espião e pode comprometer severamente sua segurança.

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Quanto mais entregamos nossos dados, mais facilidades podemos ter. Quanto mais as empresas conhecem nossos gostos, hábitos e rotina, mais oportunidades podem surgir para nós, consumidores. O que precisamos evitar é a abertura dos dados que coloquem em risco nossa segurança e privacidade.

Dicas para ficar seguro na rede

- Mantenha sempre seus softwares e aplicativos atualizados
- Instale somente aplicativos confiáveis e testados
- Instale, sempre que possível, sistema de proteção como antivirus e antimalwares
- Use senhas complexas com letras, números e caracteres especiais
- Não use a mesma senha para todos os dispositivos e serviços
- Faça backups regularmente
- Verifique a reputação do fabricante

Fonte: Thiago Hoffman, professor Centro Universitário UNA e Cotemig

 

##tecnologia#segurançaFavoritar

Sobre o autor
Alysson Lisboa Neves Jornalista

Jornalista formado pelo Uni-BH, Especialista em Produção em Mídias Digitais pelo IEC PUC Minas e Mestre em Comunicação Digital Interativa pela Universitat de Vic, Espanha. Mais de 20 anos de experiência em mídia impressa e digital, com passagem pelos jornais Hoje em Dia e Estado de Minas. Na Revista Encontro desempenhou a função de editor de novas mídias, coordenador da equipe digital e colunista. É também especialista em desenho de jornais e revistas em tablets e smartphones. Foi professor de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. É professor de pós-graduação no IEC PUC Minas e de Empreendedorismo no Cotemig. É palestrante nas áreas ligadas ao jornalismo digital, novas mídias, inovação em desenho de jornais e revistas, redes sociais e marketing digital. É colunista do Portal Uai e consultor de novas mídias e marketing digital.

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