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Juliana Guedes Arvelos Barbosa
09/Mar/2021 - 12h12 - Atualizado em 12/Mar/2021 - 13h59

OPEN INNOVATION NA EDUCAÇÃO

O que é e qual a importância da implantação do Open Innovation nas Instituições de Ensino Superior.


Por Juliana Guedes Arvelos Barbosa
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Crédito: Patrick Perkins - Unsplash

As Instituições de Ensino Superior (IES) são locais onde as ideias fervilham, mas quem nem sempre são aproveitadas. Isto geralmente acontece por falta de conhecimento de técnicas para colocar as ideias em prática.

Uma metodologia muito interessante, que pode facilmente ser aplicada na educação é a Open Innovation.

A expressão Open Innovation tem sua origem na Universidade de Berkeley. O conceito nasceu a partir do professor Henry Chesbrough, ex-gerente de uma empresa de tecnologia no Vale do Silício. Definindo de forma simplificada, open innovation é uma forma de inovação mais descentralizada e colaborativa. Trazendo para o lado educacional, a ideia é que a instituição de ensino se conecte a vários outros setores, gerando inovação em seus serviços, produtos e processos. Bacana isto né?

Esta colaboração pode trazer soluções fantásticas e inesperadas. Mas, como realmente isto pode ser feito nas instituições de ensino?

Várias são as formas de praticar esta técnica. Vou apresentar algumas para vocês:

  • Meetup
  • Webinares
  • Missões Técnicas
  • Hackathons
  • Hub de Inovação
  • Startups

 

1 – Meetup: Meetup é uma metodologia, desenvolvida no Vale do Silício, que se baseia em encontros presenciais, de curta duração, para discussão de temas específicos e formação de networking. As IES podem facilmente proporcionar este tipo de encontro, trazendo pessoas especialistas em temas relevantes e engajando seus docentes, discente e técnicos – administrativos na participação.

2 – Webinares: Webinares são eventos on-line, que pode ser gravado ou ao vivo, onde a inteiração dos ouvintes é via chat.  A ideia é um pouco parecida com a do meetup, mas com a vantagem do on-line, aumentando assim o poder de participação.

3 – Missões Técnicas: Metodologia fantástica para troca de experiências, as missões técnicas são visitas que as IES podem fazer a outras IES, centros de tecnologias, indústrias, tudo isto no mesmo país ou até mesmo em outros países, a fim de adquirir conhecimentos sobre tecnologias, produtos, serviços, cultura, entre outros.

4 – Hackathons: O hackathon é uma maratona de programação e prototipagem, que reúne um grupo de pessoas, em um espaço curto de tempo, geralmente uma imersão de um final de semana, para criarem soluções inovadoras para algum problema específico. Esta metodologia é ótima para a conexão IES – indústria – mercado de trabalho. Aqui as indústrias interagem com a academia, tendo soluções inovadoras e, por outro lado, os discentes colocam realmente em prática o seu aprendizado, caminhando, quase sempre, para a abertura de uma startup.

5 – Hubs de Inovação: Os hubs são locais onde as pessoas interagem, criam, empreendem, trabalham juntas e inovam em rede. Neste caso, há duas opções para as IES: montar o seu hub ou se associar a um. As duas opções são ótimas e vai depender do nível de maturidade em inovação da instituição. Dentro deste hub pode ser desenvolvido um programa de ideias, onde todos os funcionários podem participar, desenvolvendo mais ainda a escola.

6 – Incentivo a criação de Startups: Segundo SEBRAE *: “uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.” IES incentivando a criação de destas empresas é fantástico. É um incentivo ao empreendedorismo.

As vantagens de as IES criarem estes programas são enormes. A seguir cito algumas delas:

- Estimular a cultura de empreendedorismo e inovação;

- Favorecer o intraempreendedorismo;

- Conexão com profissionais e empresas de referência, no cenário da Educação e Inovação;

- Posicionamento Estratégico da Instituição de Ensino como importante player no ecossistema de empreendedorismo e inovação em sua região de atuação;

 

- Troca de conhecimentos;

 

- Estabelecimento de parcerias com empresas, profissionais e instituições de ensino em outras localidades, dentro e fora do Brasil.

 

- Criação de Programa de Ideias

 

Estas ações beneficiam todo o ecossistema de educação e inovação. Traz empoderamento para os discentes e colaboradores. Auxiliam as indústrias. Faz crescer o empreendedorismo. Contribui para o crescimento da economia do país.

 

*SEBRAE: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas 

Juliana Guedes Arvelos Barbosa


Engenheira de Controle e Automação, Mestre em Engenharia Elétrica. Profissional com sólida experiência na Gestão Educacional. Certificada em Inovação e Transformação Digital. Consultora Educacional e Idealizadora do Educação Inovadora. Linkedin

 

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Sobre o autor
Juliana Guedes Arvelos Barbosa

Engenheira de Controle e Automação, Mestre em Engenharia Elétrica. Profissional com sólida experiência na Gestão Educacional. Certificada em Inovação e Transformação Digital.

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