Colunistas

< voltar
Alysson Lisboa Neves Jornalista
22/Feb/2017 - 11h10 - Atualizado em 22/Feb/2017 - 11h48

Qual o real propósito da sua empresa no século 21?

Empresas precisam pensar no propósito de construir ações que gerem impacto social


Por Alysson Lisboa Neves Belo Horizonte
Mariana Fonseca da Pipe.Social: impactar pessoas deve ser um propósito das empresas
Crédito: Alysson Lisboa/Simi

“Quer ganhar R$ 1 bilhão? Basta criar uma solução que possa impactar um bilhão de pessoas e cobrar um real pelo serviço.” A frase é da empresária Mariana Fonseca, sócia da Pipe.Social. Mariana e Carolina Aranha estiveram em Belo Horizonte e dividiram o palco na aceleradora Pillow para conversar com empreendedores e investidores sobre o novo propósito das empresas. Estamos saindo da cultura da posse para a cultura do compartilhamento e, cada vez mais, empreendedores e investidores estão sendo provocados a pensar de modo diferente seus negócios. Mas será que empresas tradicionais já pensam e agem assim?

Na página oficial da Ford Motors do Brasil, uma bela foto de seu fundador Henry Ford estampa a página de missão e valores da marca: “Missão: Somos uma família global e diversificada, com um legado histórico do qual nos orgulhamos e estamos verdadeiramente comprometidos em oferecer produtos e serviços excepcionais, que melhorem a vida das pessoas. Visão: Ser a empresa líder mundial na avaliação do consumidor em produtos e serviços automotivos”.

A missão atual da empresa, pioneira no ramo da indústria automobilística, é oferecer “produtos e serviços excepcionais que melhorem a vida das pessoas”, mas apenas despejar novos veículos todos os dias nas ruas é realmente melhorar a vida das pessoas?

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Fenabrave, apenas em janeiro de 2017 passaram a circular mais de 260 mil novos veículos no Brasil e o que as montadoras estão pensando sobre isso? É possível resolver essa questão e ainda manter o core business da empresa?

No outro lado desse processo estão as startups, empresas que buscam minimizar diversos problemas e impactar positivamente a vida das pessoas. Aplicativos de carona, compartilhamento de veículos para pequenas viagens e aluguel popular de carros, por exemplo, são algumas das inúmeras ações pensadas no sentido de reduzir o impacto dos automóveis na vida das pessoas nos grandes centros. A posse está dando lugar ao compartilhamento e as indústrias precisam perceber isso.

A AirBnb, solução de aluguel de casas e quartos, demonstra bem essa nova tendência. Sem erguer nenhum quarto de hotel, a empresa resolve o problema de hospedagem e locação para milhares de pessoas, gerando renda e disseminando a cultura do compartilhamento e não da posse. O site Tem açúcar é outro exemplo.

A startup estimula a economia do compartilhamento entre vizinhos. Qual o sentido em comprar, por exemplo, uma furadeira se você usa com pouca frequência? Ao invés disso, você pode contatar vizinhos e solicitar o empréstimo. Para funcionar, o sistema precisa que as trocas ocorram nas duas pontas.

The Shoe That Grows
The Shoe That Grows ajuda e resolver um problema de grande impacto no mundo
The Shoe That Grows/Divulgação

The Shoe That Grows é uma ONG que nasce com o propósito de mudar a vida das pessoas. A sandália pode ser ajustada até cinco numerações acima do tamanho e durar mais de cinco anos. Por meio de doações voluntárias de 15 dólares, as sandálias podem chegar às regiões de extrema pobreza e vulnerabilidade nos quatro continentes. Para doar basta acessar o site, escolher a região e fazer a doação.

Por que não atrelar sua marca a propósitos assim? Doar parte do lucro para resolver problemas mundiais? Lembra que para ganhar R$ 1 bilhão basta impactar um bilhão de pessoas? Que tal começar agora a mudar a história da sua empresa e gerar impacto no mundo?

 Favoritar

Sobre o autor
Alysson Lisboa Neves Jornalista

Especialista em produção em mídias digitais e mestre em comunicação digital interativa pela Universidad de Vic, Espanha. Mais de 20 anos de experiência em mídia impressa e digital, tendo passado pelos jornais Hoje em Dia e Estado de Minas. Na Revista Encontro desempenhou a função de editor de novas mídias, coordenador da equipe digital e colunista. É também especialista em desenho de jornais e revistas em tablets e smartphones. Foi professor de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. Professor de pós-graduação no Centro Universitário Una. É palestrante nas áreas ligadas ao jornalismo digital, novas mídias, inovação em desenho de jornais e revistas, redes sociais e marketing digital. É colunista do Portal Uai e consultor de novas mídias e marketing digital.

Comentários

As opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores, não serão aceitas mensagens com ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência. Clique aqui para acessar a íntegra do documento que rege a política de comentários do site.