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12/Out/2016 - 00:00 - Atualizado em 11/Out/2016 - 14:26

A ciência da computação será o novo inglês?

Diretores de escolas de programação ressaltam a importância da inserção na grade curricular


Por Redação
Escola oferece desde oficina a cursos de até 3 anos
Crédito: Futura Code/Divulgação

O diretor do grupo Lifelong Kindergarten, do MIT Media Lab, Mitchel Resnick, defendeu que aprender programação é tão importante quanto ler ou escrever. No Brasil, tem sido comum comparar a importância dessa habilidade com a do aprendizado de inglês, já que têm surgido, cada vez mais, escolas de programação dedicadas às crianças.

Jayme Nigri, da escola de programação Futura Code, acredita que assim como há 20, 30 anos, houve um boom das escolas de inglês, que não eram consideradas tão importantes, com o tempo o mesmo deve acontecer com a programação. Mas ele acredita que apesar da programação ser uma linguagem universal, ela não deve substituir o inglês.

Já Marco Giroto, da escola SuperGeeks, vê que o aprendizado da ciência da computação mais importante que o inglês. Além disso, ele destaca que a nova geração tem motivos para ir atrás desse aprendizado. “O pessoal que vai estar trabalhando daqui a 10 anos terá dificuldade maior de arrumar emprego se não tiver esse conhecimento. A língua mais falada no mundo é o mandarim, mas poderíamos dizer que é o binário.”.

Durante sua estadia nos Estados Unidos, Giroto percebeu que a presença da disciplina de programação nas escolas já estava mais consolidada que no Brasil. “Quando cheguei, notei um movimento em prol da ciência da computação. Quis trazer a ideia ao Brasil”, relembra. Marco aprendeu a programar aos 12 anos e acredita que a experiência foi importante. “Aprender a programar fez com que meu pensamento se tornasse lógico, com facilidade para resolução de problemas. A criatividade também é constantemente usada e treinada.”.

No entanto, o fundador enfatiza que a habilidade não deve ser encarada somente como rumo profissional. “A programação não serve só para a criança se tornar programadora; não aprendemos matemática para sermos matemáticos e biologia para sermos biólogos. São coisas relacionadas à nossa vida, e com a programação não é diferente.”.

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Fonte: Exame

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