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09/Out/2018 - 08:00 - Atualizado em 09/Out/2018 - 10:11

Com brasileiros à frente dos negócios, startup Brex alcança o valor de US$ 1 bilhão

Fintech acredita que o aquecimento do setor de pagamentos tenha ajudado no levantamento do dinheiro no mercado


Por Redação Belo Horizonte/MG
Os brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, de apenas 22 anos, são os fundadores da fintech de cartão de crédito corporativo
Crédito: Business Insider

Apesar da pouca idade, os brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, ambos com 22 anos, conseguiram inserir a Brex, empresa de cartão de crédito para startups, no hall de uma das poucas do mundo que vale R$ 1 bilhão. Com menos de dois anos de fundação, a fintech entrou para o seleto grupo na última sexta-feira, 5 de outubro.

O marco foi atingido após uma rodada de investimento Série C de US$ 125 milhões, liderada pelos fundos Greenoaks Capital e DST Global. A empresa já tinha levantado outros US$ 50 milhões de fundos em junho, como a aceleradora Y Combinator.

Para Henrique Dubugras, diretor-executivo da empresa, o aquecimento do setor de pagamentos o ajudou a levantar dinheiro no mercado. "O mundo inteiro está buscando novas soluções de pagamentos e conseguimos apresentar um produto único."

Segmento

O Brex é um crédito de pessoa jurídica que só atende startups dos Estados Unidos. O diferencial da empresa, de acordo com os fundadores, está na agilidade: em apenas cinco minutos eles prometem uma versão digital do cartão e uma versão física em até cinco dias.

Além disso, ao contrário dos bancos, a fintech não pede garantias como ganhos e bens pessoais dos empreendedores para que eles tenham acesso ao cartão corporativo, além de oferecer crédito até 10 vez maior que as demais operadoras. A avaliação dos riscos foge dos modelos tradicionais. Em vez de analisar o faturamento, a Brex avalia o histórico dos investidores, o fluxo de caixa e os padrões de gastos da startup.

Com o investimento, a Brex agora quer investir em expansão. Atualmente, a empresa conta 57 funcionários, mas pretende contratar mais engenheiros, apostar em marketing e crescer em números de clientes no Vale do Silício.

Indagados sobre os planos de expansão para o mercado brasileiro, eles afirmam que "os Estados Unidos estão mais amadurecidos nisso. Vamos crescer só aqui por enquanto", explica Dubugras.

Experiência é um dos diferencias da startup

Enquanto cursavam ciência da computação em Stanford, os dois amigos viram as dificuldades dos colegas empreendedores em conseguir crédito para tirar uma ideia do papel. "Desistimos de Stanford e fomos empreender", diz Dubugras.

Apesar de serem jovens, o mercado de pagamento não é um segredo para os fundadores. Quando tinham 17 anos, a dupla criou o Pagar.me, uma startup de pagamento digital para empresas. No fim de 2016, eles venderam para a Stone. Foi nessa época que conheceram seus primeiros e mais famosos investidores: Peter Thiel e Max Levchin, fundadores do PayPal.

Para Guilherme Horn, diretor de inovação da consultoria Accenture, o sucesso meteórico da empresa se deu pela combinação de três fatores: a experiência com a Pagar.me, investidores grandes desde o começo e um produto diferenciado.

"Os investidores sabem que os pagamentos serão totalmente diferentes em cinco ou 10 anos, mas ninguém sabe exatamente o que será", diz Guilherme. "O que esses meninos conquistaram não é fácil nem mesmo para quem é do Vale do Silício."

#startup#unicórnio#brexFavoritar

Fonte: ÉPOCA NEGÓCIOS

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