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08/Nov/2018 - 17:00 - Atualizado em 12/Nov/2018 - 16:46

Computação forense: saiba como ela pode ajudar você a se tornar um perito

O perito Victor Martins apresentou cases de sucesso e falou as áreas de atuação dos profissionais


Por Paula Isis/SIMI Belo Horizonte
Victor Martins, perito da computação foresen, em palestra no FINIT
Crédito: Fábio Veloso/SIMI

Com a popularização de dispositivos tecnológicos, o número de crimes cibernéticos cresceu bastante. O Brasil, por exemplo, é o segundo no ranking mundial, de acordo com um relatório do Norton Cyber Security. Atualmente, existe uma forte relação entre os delitos praticados no universo off-line e digital, já que os gadgets fazem parte do dia a dia das pessoas. Muitos destes dados podem ajudar a resolver problemas judiciais, desde ações trabalhistas a homicídios.

Diante deste cenário, surgiu a necessidade da contração de peritos da computação forense, profissionais da informática que têm auxiliado a Justiça na investigação e julgamentos de diversos crimes. Durante a palestra, realizada na Campus Party, no FINIT Festival, em Belo Horizonte, o perito Victor Martins falou sobre a área de atuação, como o setor tem ajudado na resolução de crimes e como você pode se tornar um profissional.

“Não é preciso ter ensino superior, mas você precisa fazer cursos, seja online ou presencial, para ter o certificado, além de ser um profissional da informática.” Ainda de acordo com ele, "os cursos presenciais são melhores pelo conhecimento empírico. Neles, vocês podem praticar as técnicas". Sobre a idade mínima exigida para ser um perito, Victor afirma que ela segue a maioridade prevista no Código Penal, já que ainda não existe uma regulamentação da profissão.

Apesar de não haver certas exigências, o perito destacou que o trabalho é muito sério e está sujeito às penalidades. “Você tem que ter cuidado com o deslocamento do material, além de comprovar que todas as informações foram obtidas no local do crime, sem alteração."

Quanto às áreas de atuação, ele destacou que são muitas as esferas da Justiça em que o profissional pode atuar: Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Justiça Estadual e juizados especiais são alguns deles. “A Justiça do Trabalho, por exemplo, tem contado muito com o apoio do perito da computação forense  nos casos de ações trabalhistas. Somos contratados, com frequência, para realizar análise de equipamentos de marcação de pontos de horas de trabalho”, exemplificou.

Em um mundo cada vez mais tecnológico, o perito explicou que, atualmente, todos os dispositivos eletrônicos armazenam dados. “Às vezes, uma pessoa compra um carro e ele vive dando problema. O cara volta na concessionária e nada. Então, ele aciona a Justiça. Neste momento, entramos para analisar os dados dos computadores do automóvel. Caso seja comprovado um erro no sistema, o consumidor ganha a ação e é ressarcido do prejuízo.”

Além disso, Victor destacou os crimes que acabam ganhando mais provas com os dados coletados em dispositivos. Para ilustrar essa situação, ele usou um caso em que um réu está sendo julgado por ter cometido um crime em Belo Horizonte. “O cara estava em Angra, em uma ilha da região, ai ele teria vindo aqui, matado e retornado para a ilha. Ao rastrear o celular dele, percebi que ele não conseguiria fazer o deslocamento em tempo hábil, nem mesmo de helicóptero”, destaca. Este levantamento de dados foi imprescindível para o apanhado de provas que estão sendo usadas na defesa dele.

FINIT Festival

Este ano, a Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (FINIT) se transformou em um festival realizado em diversas partes de Belo Horizonte entre 7 e 28 deste mês. O FINIT Festival é um evento que impacta pequenos e grandes empresários, empreendedores, professores, estudantes, gestores e pessoas do ecossistema de inovação de Minas Gerais e de todo o país. 

Clique aqui e confira a programação completa do FINIT Festival!


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