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12/Set/2018 - 07:00 - Atualizado em 11/Set/2018 - 18:11

Conheça a história de Julio Cosmo, mineiro que chegou à Nasa

Empreendedor veio do ensino público, se formou em Ciência da Computação, recebeu um convite da Nasa e hoje tenta contribuir para a educação brasileira


Por Redação Belo Horizonte/MG
Mineiro de Itanhandu foi convidado a estudar no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, na Califórnia
Crédito: Arquivo Pessoal

O mineiro de Itanhandu, Julio Cosmo, é um exemplo de como a educação é um fator decisivo para as escolhas profissionais das pessoas. CEO da primeira startup negra do mundo, segundo a gigante de tecnologia Oracle, ele teve a educação como foco em sua vida.

Julio desenvolveu interesse pela educação desde cedo, tendo como exemplo os pais professores da rede pública. Na infância, fascinado pela tecnologia, já tinha interesse em criar programas de computadores. Mais tarde, em seu último ano da faculdade de Ciência da Computação, Julio iniciou um artigo acadêmico sobre geoprocessamento, mapeamento e cruzamento de dados. E ao participar de uma maratona de programação, o empreendedor recebeu o convite para aprofundar os estudos no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, nos EUA.

Com tudo que aprendeu e desenvolveu, Cosmo quis contribuir e voltou ao Brasil. Ele abraçou a causa da educação pública e criou a Juntos, uma plataforma que gerencia os dados dos alunos da rede pública de todo o país. A partir de inteligência artificial, o programa estima o quanto um aluno que não toma café da manhã pode ter o aprendizado prejudicado e otimizar o tempo que o professor leva corrigindo provas.

“A ferramenta foi implementada em várias unidades de ensino do País, mas como o projeto foi direcionado às prefeituras, tivemos certa dificuldade, porque depender do poder público é difícil”, lamenta em entrevista à Carta Capital.

Diante das dificuldades, a plataforma se reinventou e ganhou uma nova vertente: a Campus. A plataforma foi adaptada ao segmento corporativo e passou a atender áreas como Departamento Pessoal e Recursos Humanos de empresas, baseado na estrutura da Juntos. Hoje, a startup direciona 70% das atividades para a Campus e 30% à Juntos.

A Juntos está se tornando um projeto de cunho social. “Esperamos disponibilizar a ferramenta gratuitamente a partir do próximo ano, com algumas condições para que as prefeituras utilizem. Isso é uma forma de contribuir diretamente e impactar positivamente a educação”.

Reconhecimento

O reconhecimento como primeira startup negra veio do Programa de Aceleração da Oracle, da qual a JuntosCampus participa. “Precisamos pensar em mais diversidade dentro do empreendedorismo. Quando a gente vê esses programas de aceleração, 99% dos participantes são garotos brancos que tiveram boa formação, a maioria já teve experiência fora do País e tem estrutura financeira quando retorna ao Brasil. Para o jovem negro tentar seguir esse caminho é bem mais difícil”, reflete

Leia a matéria completa na Carta Capital

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Fonte: Carta Capital

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