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18/Mai/2018 - 10:58 - Atualizado em 18/Mai/2018 - 11:10

Criptomoedas? Por enquanto o Brasil é apenas um espectador

Apresentação no Pint of Science debateu características e perspectivas da tecnologia no Brasil e no mundo


Por Renato Carvalho/SIMI
João Carlos Caetano e Pedro Almeida falaram sobre criptomoedas durante o Pint of Science
Crédito: Renato Carvalho/SIMI

Nos últimos meses, assuntos relacionados a criptomoedas ganharam o interesse de pessoas em todo mundo. Já conhecidas do público mais ligado à tecnologia, essas moedas digitais, no entanto, ainda despertam muita curiosidade e dúvidas no público comum.

Uma grande oportunidade para entender mais sobre o assunto foi a apresentação do professor da Puc Minas, João Carlos Caetano, e do gestor de investimentos do Raja Valley, Pedro Almeida, no Pint Of Science.

A dupla falou desde conceitos das criptomoedas, tecnologias envolvidas, riscos, facilidades, e também um pouco sobre o mercado, impactos econômicos, aplicações e o futuro.

Docente dos cursos de Administração, Engenharia de Computação e Ciência da Computação na PUC Minas, João Carlos destacou que, no Brasil, o tema ainda causa receios. O professor acredita que o país está observando e estudando a tecnologia para entender o impacto que ela pode causar. Enquanto isso, mais de 150 países, segundo o professor, já trabalham diretamente com as criptomoedas.

“As criptomoedas dão um passo à frente da nossa burocracia. Além de você ter uma maior segurança e garantia do seu dinheiro, você consegue negociar diretamente, sem intermediários, o que gera um custo menor de aquisição de produtos e serviços”, destacou João Carlos.

Do outro lado, Pedro Almeida, que também é cofundador da Pillow, entusiasta e investidor de criptomoedas, acredita que a adesão da massa será o principal fator de popularização das criptomoedas. “Em breve os aplicativos de mensageria, como Whatsapp e Telegram terão suas próprias criptomoedas e vão permitir pagamentos, transferências e aplicações”, avalia.

A unanimidade, porém, é que a adoção das criptomoedas em nossas vidas é um caminho sem volta. Mesmo com alguns atritos e resistência, as moedas digitais vão dominar o mercado. “Não acredito que o dinheiro vai sumir, mas teremos outra opção tecnológica, que vai crescer e ter uma escala muita grande em breve”, projeta Almeida.

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