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30/Jul/2018 - 15:40 - Atualizado em 30/Jul/2018 - 15:54

Empreendedoras do Norte de Minas lançam o maior polo de fabricação de lingeries da região

Projeto comandado na maior parte por mulheres gera pelo menos 400 empregos diretos


Por Redação Belo Horizonte/MG
Crédito: G1/Reprodução

Na última sexa-feira, 27 de julho, a união de 107 microempresas fabricantes de lingeries da Região Norte de Minas foi comemorada com o lançamento do selo de qualidade das empresárias de lingerie de Taiobeiras, que deve estimular o crescimento do setor têxtil na região do Alto Rio Pardo.

O selo vai identificar as peças produzidas na cidade e que atendem ao padrão de qualidade exigido. As empresas, juntas, geram cerca de 400 empregos diretos e a expectativa é de que os negócios cresçam.

São cadastradas junto ao selo confecções, pequenas e médias empresas que produzem lingerie infantil, adulta, plus size, moda praia e moda fitness.

Segundo a FIEMG, das 107 empresas que fabricam lingeries na região, cerca de 95 são comandadas por mulheres. O índice de mulheres na chefia do setor chega a 96%, segundo a instituição. Ainda de acordo com a FIEMG, o dado supera a média de microempreendedoras de Minas Gerais. As mineiras representam 46,8% dos microempreendedores individuais do estado, aponta dados do Sebrae.

A expectativa é que as as mulheres comandem, também,  o envio de lingeries para todo o Brasil. A produção deve ser enviada a Rio Pardo, Januária, Montes Claros, Bahia, Brasília, Goiás, São Paulo, entre outros.


Mulheres que inspiram

Um história que começou sem muita pretensão, apenas para a própria sobrevivência, cresceu mais do que o esperado e hoje a empresária Cleusa Gonçalves está entre as mais de 100 mulheres que mudaram a própria vida e de dezenas de funcionários após a criação da fábrica de lingeries.

“Eu estava sem trabalho, tinha acabado de me casar e me mudar da zona rural para a cidade. Não tinha opção de trabalho. Como morava com uma prima que vendia lingerie, sugeri a ela para fabricarmos, ao invés de só vender. Compramos as primeiras máquinas e começamos a trabalhar”, relembra.

O negócio deu tão certo que ela montou a própria fábrica sozinha, com apenas três máquinas de costura. Atualmente, devido ao sucesso, a empresária já tem 19 máquinas, 14 funcionárias internas, além das empresas que prestam serviço finalizando as lingeries.

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Fonte: G1 - Grande Minas

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