Notícias

< voltar
29/Mai/2018 - 08:00 - Atualizado em 28/Mai/2018 - 12:05

Empresas juniores contrariam crise e mantêm crescimento

Empresas da UFV faturaram mais de R$ 387 mil, em 2017. Em BH, os valores chegaram a R$ 995 mil


Por Redação Belo Horizonte/MG
Equipe da Intermídia, empresa júnior de Comunicação Social da UFV ​
Crédito: Divulgação

Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma crise econômica que afeta diversos setores do país. Mas um segmento específico não tem sentido os impactos do momento negativo. O Movimento Empresa Júnior (MEJ) tem crescido cada vez mais, apesar das dificuldades no mercado.

Basicamente, uma empresa júnior (EJ) é composta por estudantes de graduação que querem desenvolver o espírito empreendedor, ter aprendizado prático e experiência em gestão empresarial. Empresas juniores oferecem, em geral, projetos na área do seu curso, que são realizados pelos próprios estudantes, garantindo assim o aprendizado prático durante a graduação.

Para o estudante Tales Nogueira, presidente da PraxCis, as empresas juniores acabam se tornando um elo entre academia e mercado, uma vez que muitos projetos têm início a partir de uma pesquisa na Universidade. “Uma empresa júnior, além de um espaço de formação, é um espaço de inovação, com a possibilidade de desenvolver projetos que diluem a barreira entre academia e mercado, que dão um ganho positivo à nossa sociedade”, comenta Tales.

InfoAlto atua com sistemas de informação na UFV
Crédito: Divulgação

Higor Oliveira, diretor presidente da InfoAlto, empresa júnior de sistemas de informação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), no campus de Rio Paranaíba, conta que a empresa contrariou a tendencia da crise e faturou, em 2017, 226,75% em relação ao ano anterior. “Dentre as dificuldades, encontramos a solução atendendo pequenos empresários da região e expandindo nossos serviços para empresas além da região do Alto Paranaíba. Pela primeira vez na história da EJ, nossos projetos impactaram pessoas até no estado do Amazonas”, comemora.

De acordo com Maria Gabriela Matos, diretora presidente da Intermídia, empresa júnior de comunicação da UFV,  o engajamento é fundamental para o sucesso do negócio. “Em 2017 a Intermídia voou, mesmo com crise. Foram 28 projetos vendidos e mais de 10 mil de faturamento.”

Para se ter uma ideia, somente na UFV as empresas juniores faturaram mais de R$ 387 mil e venderam mais de 480 projetos para micro e pequenos empreendedores em 2017. Em Belo Horizonte, as empresas juniores tiveram um faturamento de mais de R$ 995 mil.

#negócios#economia #mercado#empresajuniorFavoritar

Comentários

As opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores, não serão aceitas mensagens com ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência. Clique aqui para acessar a íntegra do documento que rege a política de comentários do site.