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03/Out/2018 - 07:00 - Atualizado em 02/Out/2018 - 16:30

Especialistas debatem a astrofísica por trás do filme Interestelar no Espaço do Conhecimento

Café Controverso vai discutir a ciência no dia 6 de outubro; participação é gratuita


Por Redação Belo Horizonte/MG
Interestelar ganhou o Oscar 2015 na categoria efeitos visuais
Crédito: Interestelar/Divulgação

Devido à qualidade dos efeitos visuais, não é difícil acreditar nos eventos ocorridos em Interestelar. Vencedor do Oscar 2015 nessa categoria, a ficção científica, dirigida por Christopher Nolan, também é resultado de uma consultoria com Kip Thorne, físico teórico norte-americano. Mas ainda assim a obra é suscetível de um questionamento: até que ponto é possível dizer que o enredo é fiel aos conceitos da física?

Para responder estes e outros elementos do filme, no próximo sábado, 6 de outubro, será realizado o Café Controverso, a partir das 10h. Para discutir sobre o tema A ciência em Interestelar: ficção científica ou realidade?, o Espaço do Conhecimento UFMG recebe o professor de Engenharia Aeronáutica da PUC Minas José Tadeu de Oliveira e o professor do Departamento de Física da UFMG Nelson Yokomizo.

Ao infinito e além!

No filme Interestelar, um grupo de exploradores realiza viagens intergalácticas para encontrar um novo lar para os habitantes da Terra. Realizar trajetos como esse, no entanto, não é tão simples assim, explica José Tadeu. O pesquisador, que vem trabalhando com sistemas de gerenciamento de voo, explica que, para alcançar outras galáxias, é preciso alterar os nossos sistemas de propulsão. O tempo, para ele, também é um fator limitador: “Mesmo na velocidade da luz, não conseguiríamos atingir um planeta que orbita uma outra estrela no tempo de uma vida humana”, pontua.

Já no filme, o tempo não foi um problema: a dilatação temporal permitiu que os tripulantes da nave envelhecessem de forma muito mais lenta do que as pessoas que estava na Terra. Além disso, os buracos de minhoca foram usados para levar os passageiros de uma galáxia para outra, atuando como uma espécie de atalho pelo espaço-tempo. O físico Nelson Yokomizo afirma que o campo gravitacional é capaz de alterar, de fato, a forma como o tempo passa. Quanto ao conceito do buraco de minhoca, o pesquisador afirma que é apenas uma especulação física. “Essa ideia é estudada e não contradiz nada, mas ninguém sabe, com certeza, se esses atalhos existem ou não”, esclarece.

Além destes elementos, o Café Controverso também vai abordar a representação dos buracos negros, cujo aspecto visual foi construído a partir de uma simulação numérica com equações reais.


Serviço:

Café Controverso: A ciência em Interestelar: ficção científica ou realidade?

Quando: Sábado, 6 de outubro, das 10h às 12h.

Convidados: José Tadeu de Oliveira, professor de Engenharia Aeronáutica da PUC Minas e Nelson Yokomizo, professor do Departamento de Física da UFMG.

Participação: gratuita

Onde: Espaço do Conhecimento UFMG – Praça da Liberdade, 700, Funcionários, BH

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Fonte: UFMG

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