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06/Set/2017 - 10:52 - Atualizado em 18/Mai/2018 - 11:36

Especialistas discutem manufatura avançada em Belo Horizonte

Evento realizado pela Abimaq em parceria com o Crea-MG trouxe ampla discussão sobre a indústria 4.0, seus impactos e desafios


Por Alysson Lisboa/SIMI

O relações-públicas do Simi, Danilo Almeida, falou sobre a importância da informação para a manufatura avançada
Simi/Divulgação

Como fazem todos os anos, as atrizes de Hollywood desfilaram com seus belos vestidos pelo concorrido tapete vermelho do Oscar 2017. O que talvez você não saiba é que algumas delas tiveram seus vestidos confeccionados por impressoras 3D, com as medidas exatas do corpo e cortes exclusivos. Essa é apenas uma amostra do que está acontecendo na manufatura avançada ao redor do mundo e seu impacto será sentido em toda a cadeia produtiva e em nas mais variadas indústrias do planeta.

O tema foi debatido durante o seminário - Manufatura avançada, inovação e a indústria 4.0, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na sede do Crea-MG. O Simi também marcou presença com estande e painel realizado por Danilo de Almeida sobre incentivos da inovação e manufatura avançada para as empresas. O evento também teve uma área de exposição de equipamentos e novidades da indústria.

O diretor-executivo de tecnologia da Abimaq, João Alfredo Delgado, abriu o evento mostrando alguns dados e conceitos sobre a indústria 4.0. “Não adianta fechar os olhos para o presente. O futuro já chegou e está entrando na vida de todos”, afirmou João. Quando pensamos em manufatura avançada, o exemplo mais comum são as impressoras 3D, mas não é apenas isso. O mundo atravessa uma revolução que vai impactar toda a cadeia de suprimentos, produção e distribuição de produtos. Até 2020 serão 50 bilhões de dispositivos conectados à internet.

Quem pensa que a indústria, com seus maquinários pesados, barulho e produção em escala não é lugar para criatividade está enganado. Com o uso massivo de tecnologias como robôs, impressão de materiais em impressoras 3D e possibilidade cada vez maior de customização, a indústria vai atrair uma nova mão de obra de jovens criativos e se aproximar, cada vez mais, do consumidor final.

Expositores mostram as novidades da indústria
Crédito: Simi/Divulgação

Desafios

Para os especialistas que estiveram no evento, as dúvidas sobre adoção ou não de novas tecnologias digitais dentro das indústrias já é um assunto ultrapassado. A questão agora está em como fazer a integração entre os inúmeros softwares e adaptação de equipamentos antigos que, por questões de custos elevados, não podem ser simplesmente substituídos por novos.

Rafael Cardoso, CEO da empresa Virturian, trouxe cases interessantes. Hoje, já é possível reduzir custos e evitar que toda a cadeia produtiva de uma grande indústria seja paralisada por problemas em motores e outros equipamentos. Rafael Cardoso chama isso de análise preditiva. O gerente de produção recebe no celular a informação de algum problema que ainda vai acontecer com os equipamentos e, assim, pode tomar decisões e fazer a gestão da fábrica para que ela não deixe de produzir. A partir de sensores ligados aos equipamentos, dados são enviados para servidores na nuvem e interpretados por máquinas. Inovar em processos, produtos e serviços não é uma questão de olhar para o futuro e, sim, uma questão de sobrevivência das indústrias.

O Seminário teve também apoio da Finit, feira internacional de inovação e tecnologia. Para saber mais, clique aqui.

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