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30/Ago/2017 - 16:08 - Atualizado em 18/Mai/2018 - 11:46

Evento na Universidade Federal de Viçosa discute os rumos da divulgação científica

Fala Ciência, na Universidade Federal de Viçosa, mostra os novos caminhos do jornalismo científico


Por Alysson Lisboa/Simi

Possibilitar que a ciência chegue mais perto da população e com uma fácil compreensão. Essa é a difícil missão dos jornalistas que cobrem ciência. Traduzir uma linguagem técnica para um público leigo e divulgar nos diversos canais especializados. Foi pensando nisso que foi promovido na Universidade Federal de Viçosa o 4º Fala Ciência. O programa que pela primeira vez é realizado fora de Belo Horizonte, teve ampla adesão de pesquisadores, jornalistas e professores que lotaram o auditório da Biblioteca Central da UFV.

A programação contou com a presença dos palestrantes Reinaldo José Lopes, vencedor do prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica 2017; Natália Pasternak Taschiner, colunista da Revista Saúde e coordenadora do Pint of Science; Alysson Lisboa, professor de comunicação e colunista do Simi; Carlos Ernesto Schaefer, professor do Departamento de Solos da UFV; Silvia Dalben, jornalista e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFMG, e Marcel Ângelo, jornalista da UFV.

Entre os temas abordados o debate girou em torno da ciência fora da universidade. A pesquisadora Natália apresentou dados interessantes sobre como a pesquisa científica tem se mostrado na grande mídia e como os assuntos são mostrados como se fossem ciência e pesquisa, mas na verdade, estão ligados, muito mais ao entretenimento. Carlos Ernesto, que pesquisa os impactos do aquecimento global, destacou os erros mais comuns que os veículos de comunicação cometem na generalização ou no recorte temporal dos fatos científicos. “Precisamos entender que prever tendências é olhar para a pesquisa ao longos dos séculos e não pontualmente para uma intervalo curto de tempo.”

Para Marina Andrade, a rápida adesão dos participantes – os ingressos se esgotaram em seis horas – mostra que o caminho é esse. A proposta é expandir ações como essa para o interior de Minas Gerais. “As instituições querem desenvolver propostas de discussão como o Fala Ciência em suas universidades, e isso é muito bom.” Segundo Marina, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior já está buscando a expansão das ações de fomento em todo o Estado. “O Minas Digital, como programa de difusão, leva empreendedorismo e inovação para além da capital. O Pint Of Science está também se expandindo para o interior”, comemora Marina.

O Fala Ciência apresentou uma importante discussão sobre como a pesquisa científica pode chegar até a população com uma divulgação mais transparente e transmidiática. São novas tecnologias que estão a serviço do jornalismo e já fazem a diferença na interação, principalmente do jovem com o universo da ciência. Não é mais possível divulgar ciência apenas em papers científicos ou com uma linguagem que não aproxima o jovem. A prevista Minas Faz Ciência tem regularmente uma edição voltada às crianças, além de uma página no Facebook. Essa importante contribuição ressalta ainda mais um alinhamento entre a ciência, pesquisadores e imprensa para divulgar o que está dentro dentro dos laboratórios. “A ciência está em tudo que comemos, nos telefones celulares e diretamente ligada à nossa vida”, completou a pesquisadora Natália Pasternak.

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