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18/Mar/2019 - 00:00 - Atualizado em 18/Mar/2019 - 09:58

Ex-aluno da UFMG descobre mutação genética que protege da malária

Pesquisa do Dr. Mateus Gouveia pode abrir caminhos, também, para o Linfoma de Burkitt, câncer muito comum entre crianças


Por Redação Belo Horizonte/MG
Mateus Gouveia (3ª a direita) durante apresentação da pesquisa 
Crédito: Capes/Divulgação

O estudo dos genomas da população africana levou o pesquisador Mateus Gouveia a descobrir uma mutação genética que ajuda na proteção contra a malária e pode ser eficaz no combate ao câncer Linfoma de Burkit, um tipo de câncer infantil. A descoberta foi realizada durante o doutorado-sanduíche, no National Cancer Institute (NCI), nos EUA.

Doutor em Genética pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gouveia teve como foco inicial entender como os genomas africanos compõem e influenciam os genes na população das Américas, como por exemplo, impacto e resistência a doenças. O pesquisador foi convidado a liderar um estudo sobre as populações da região da África Subsaariana, conhecida como ‘Linfoma Belt’ (‘Cinturão Linfoma’, em português). Na região,  são comuns os casos de malária e do Linfoma de Burkitt. Segundo estudos, a malária é uma das principais causadoras desse câncer pediátrico.

Depois de colher os genomas de 1.700 pessoas em Gana e Uganda, o grupo liderado pelo pesquisador brasileiro descobriu uma mutação em um gene importante na proteção contra a malária. O estudo foi publicado na revista científica PLOS Genetics.

“A partir desse estudo publicado e de seus desdobramentos, poderemos entender como funciona o mecanismo de proteção dessa mutação encontrada na pesquisa, tanto contra malária quanto contra o Linfoma de Burkitt”, afirma Mateus.

A partir de agora, seu grupo busca estudar o efeito protetivo do gene, que está presente em 70% das populações Nilotas, do Uganda. No sul da África, região que fica fora do ‘Linfoma Belt’, o gene está presente em apenas 10% da população.

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Fonte: CCS/CAPES

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