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27/Dez/2017 - 10:00 - Atualizado em 26/Dez/2017 - 11:39

Impressão de órgãos humanos já é uma realidade

Empresa brasileira não consegue regulamentação da Anvisa e abre filial nos Estados Unidos


Por Redação
Empresa cria réplicas de órgãos que podem ser utilizadas na preparação de cirurgias e na capacitação de médicos residentes
Crédito: BioArchitects/Facebook

A impressão 3D surgiu como uma tendência. Desde então, a tecnologia vem sendo usada em diversos setores, fabricando roupas, sapatos, itens de decoração e até casas. Mas o que ninguém esperava é que órgãos humanos começariam a ser impressos também com essa tecnologia e em tão pouco tempo. Parece coisa de filme de ficção científica, não é mesmo? Será que vamos conseguir um material com baixa rejeição no corpo e acessível a todos?

Uma das empresas que já realizam a impressão 3D é a da BioArchitects. Ela cria réplicas de órgãos, que podem ser utilizadas na preparação de cirurgias e na capacitação de médicos residentes, bem como próteses cranianas, que podem ser vendidas no exterior, mas que precisam de regulamentação para começarem a ser vendidas no Brasil.

A empresa foi criada por Aurélio Lebovits em 2013. No ano interior, o empreendedor havia vendido uma empresa de automação e estava em busca de novos negócios. Viu no mercado de impressão 3D aplicado à saúde uma oportunidade.

O primeiro produto criado pela startup foi uma prótese para lesões cranianas, customizada de acordo com a curvatura da cabeça e com a extensão do ferimento do paciente. Como não há regulamentação no Brasil a empresa abriu filial nos Estados Unidos. A empresa buscou a regulamentação da prótese na Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo americano responsável pelo controle dos alimentos, remédios e equipamentos médicos como próteses e a aprovação saiu em 2016.

A startup brasileira abriu uma filial em Nova York, só que a empreitada não funcionou como planejado, e a empresa decidiu dar um passo atrás e buscar parceiros locais, dispostos a distribuir as próteses.

Enquanto as próteses não estão liberadas no Brasil e as buscas por parceiros no exterior continuam, a BioArchitects vende produtos que não precisam de nenhuma regulação: os biomodelos, réplicas de órgãos humanos copiadas de tomografias e ressonâncias de pacientes.

O carro-chefe da BioArchitects, no que diz respeito aos biomodelos, são as costelas. Quando um osso da região sofre uma fratura, em alguns casos são aplicadas placas que facilitam a cicatrização do osso – as placas são moldadas de acordo com o formato de cada costela para que o procedimento seja eficaz. Em uma operação tradicional, o médico só consegue moldar a placa após abrir o paciente.

A empresa também vende réplicas de vasos sanguíneos como a carótida e a aorta para a prática de residentes. Os biomodelos e os vasos têm uma textura semelhante a dos órgãos. “As réplicas da carótida e da aorta, por exemplo, podem ser abertas com bisturi e suturadas”, diz Marques.

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