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27/Mar/2019 - 08:05 - Atualizado em 28/Mar/2019 - 13:41

Já ouviu falar de kombucha? Startup usa biotecnologia para melhorar a bebida

Meltech, desenvolvida pelo Biotechtown, usa produtos tipicamente brasileiros e processos de alta tecnologia desde a produção ao controle de qualidade


Por Renato Carvalho/SIMI Belo Horizonte/MG
Bebida tem características probióticas e traz benefícios à saúde
Crédito: Divulgação

Você já ouviu falar do kombucha? O nome parece um pouco diferente? Pois te explico agora. Kombucha é o nome dado a um tipo de chá fermentado, produzido com ingredientes naturais, que conta com características probióticas - que contêm microrganismos vivos cuja ingestão traz benefícios à saúde. Essas bebidas podem ser doces, secas, amargas, alcoólicas ou mais suaves, dependendo da forma como são preparada.

O kombucha é o produto principal da startup Meltech, atualmente investida e desenvolvida pelo Biotechtown. A empresa, nascida em Mossoró (RN), atua na área de biotecnologia e desenvolve produtos alimentícios naturais e fermentados com apelo funcional. “Nossos produtos são derivados de matérias-primas tipicamente brasileiras por meio de processos melhorados e com alta tecnologia envolvida desde a produção ao controle de qualidade”, conta Elias Gallina, CEO da startup.

Fernanda Matias e Elias Gallina estão à frente a Meltech
Crédito: Divulgação

O diferencial das bebidas da Meltech, no entanto, está na maneira como são produzidas. A startup, que detém patente dos processos, utiliza apenas a erva-mate como base para a produção de todos os sabores. A empresa avalia a composição microbiana do kombucha, promovendo padronização de sabor e maior segurança. “Conseguimos obter um produto mais estável, não requerendo cadeia fria para distribuição e com vida de prateleira prolongada - dois meses em temperatura ambiente e até um ano refrigerado” explica Gallina.

Segundo ele, os kombuchas produzidos pela startup são mais suaves, de menor acidez e com sabor melhor, mesmo com pouco açúcar. “Isso faz com que seja mais seguro o consumo diário, pois é menos agressivo ao estômago”, completa. Além disso, os microrganismos que permanecem vivos na bebida ajudam a equilibrar a microbiota intestinal, a combater bactérias patogênicas e a melhorar a função intestinal.

Kombucha, de diferentes sabores, é produzida pela startup Meltech
Crédito: Divulgação

Hidromel

Os hidroméis também fazem parte do portfólio da empresa e contam com processos de produção patenteados. O produto é resultado da fermentação de mel diluído em água e apresenta teor alcoólico entre 4 e 14% v/v. Apesar de ser uma das bebidas mais antigas da humanidade, não se tornou muito popular por necessitar de meses ou até anos para ser obtida.

Hidromel produzido pela Meltech é obtido em um tempo consideravelmente menor que o método de produção tradicional
Crédito: Divulgação

De acordo com Gallina, os hidroméis produzidos pela Meltech são obtidos em uma fração do tempo tradicional. “Realizamos a fermentação em apenas sete dias e a maturação em 15, enquanto na produção tradicional esses processos duram, no mínimo, dois e seis meses respectivamente. Fazemos isso sem uso de aditivos ou perda de qualidade”, destaca.

Atuação e futuro

Por enquanto, a Meltech atua em três estados do nordeste brasileiro: Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. A startup está tracionando suas vendas e pretende, ainda neste ano, lançar novos produtos. A empresa quer se consolidar como uma referência regional e iniciar suas atividades no mercado externo.

Apoio do Biotechtown

A startup chegou ao Programa de Desenvolvimento de Negócios do Biotechtown em outubro de 2018, quando passou pelo BioSPRINT, uma fase inicial de desenvolvimento de negócios e nivelamento. “O programa tem nos auxiliado a evoluir como negócio. Assim como boa parte das startups de biotecnologia, nosso time é enxuto e de expertise técnica. Por mais que a Fernanda Matias, nossa idealizadora, tenha se especializado em inovação, ainda precisávamos de ajuda nas demais áreas da empresa”, finalizou Gallina.

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