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08/Dez/2017 - 00:00 - Atualizado em 07/Dez/2017 - 17:44

Jogos de realidade virtual podem ajudar na recuperação de pacientes de AVC

Pesquisa desenvolvida na UFTM avalia a utilização de games no tratamento


Por Redação
Crédito: Edmundo Gomide/UFTM

Um estudo realizado na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) tem avaliado como a combinação de estímulo cognitivo e motor, proporcionada pelos jogos de realidade virtual, influencia na recuperação de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral.  

Desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Atenção à Saúde, a pesquisa é orientada pela professora Fabiana Caetano Martins Silva e Dutra e desenvolvida pelo terapeuta ocupacional Alberto Luiz Aramaki.

De acordo com a orientadora do projeto, “os estudos já publicados têm mostrado uma melhora de aspectos motores e do equilíbrio. Mas poucas pesquisas focam seus objetivos no desempenho de atividades do cotidiano e na participação social”, esclareceu Fabiana.

Segundo o terapeuta ocupacional Alberto Luiz Aramaki, a técnica consiste na utilização de jogos de realidade virtual na reabilitação de pacientes. “Essa experiência motivou a testar a Gameterapia em adultos que sofreram acidente vascular cerebral”, acrescentou Alberto.

O objetivo da pesquisa é avaliar a influência da Gameterapia em dois aspectos da funcionalidade: o desempenho em atividades que envolvem questões como a mobilidade, realização de atividades da vida diária e cognição aplicada no dia a dia; e na participação que envolve a interação do paciente em atividades de lazer, trabalho, estudo e com outras pessoas.

De acordo com Fabiana Caetano, os pacientes que sofreram acidente vascular cerebral podem apresentar diferentes graus de deficiência, dependência nas atividades de vida diária e restrições em atividades sociais. Normalmente, esses pacientes são encaminhados para tratamento com a terapia ocupacional por causa do impacto negativo no cotidiano e das limitações na execução das atividades essenciais para uma vida independente. “Atualmente, as inovações tecnológicas como o uso da gameterapia passaram a ser incorporadas em serviços de terapia ocupacional, sendo importante investigar evidências de sua eficácia para melhorar o nível de independência em atividades e na participação social”, destacou Fabiana.

Realizada no Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – HC-UFTM, os pacientes são convidados a participar da pesquisa e, após aceitarem, passam por uma bateria de testes. Cada voluntário passa por três sessões semanais de 50 minutos de Gameterapia até completar um ciclo de 36 sessões. Após completar esse ciclo, é realizada uma comparação com os dados iniciais do paciente. “os dados são tabulados e lançados em um programa estatístico e analisamos a eficácia, isto é, se o paciente melhorou e se esta melhora foi significativa”, explicou Alberto.

Resultados parciais apresentam resultados promissores em relação à diminuição das restrições sociais

Apesar da pesquisa estar em andamento, os resultados são promissores. De acordo com o terapeuta, os pacientes estão apresentando melhora em diversos fatores que foram analisados. “Houve diminuição das restrições sociais, os pacientes estão conseguindo realizar as atividades de vida diária com mais independência e um dos participantes até retornou aos estudos”, complementou o pesquisador.

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Fonte: G1

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