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24/Out/2018 - 10:33 - Atualizado em 24/Out/2018 - 11:06

Mapa 3D mostra com precisão pontos altos e baixos da superfície da Terra

Representação gráfica produzida por satélites do  Centro Aeroespacial Alemão está disponível gratuitamente


Por Pedro Matos/SIMI Belo Horizonte/MG
O mapa foi criado a partir do monitoramento de dois satélites que atuam em conjunto
Crédito: DLR/Divulgação

O Centro Aeroespacial Alemão (DLR, na sigla em alemão) divulgou este mês um mapa em 3D inédito da superfície da Terra. A representação gráfica foi elaborada a partir de imagens captadas por dois satélites de monitoramento, que traçaram as variações topográficas ao longo de mais de 148 milhões de km².

O mapa produzido pela agência alemã ficará disponível gratuitamente para qualquer cientista que queira utilizá-lo. No total, mais de 2400 cientistas de 70 países estão trabalhando com os dados do radar. Os modelos digitais de elevação podem ser usados ​​para criar mapas topográficos, assim como monitorar o uso da terra e da vegetação, coletar informações hidrológicas, como caminhos de drenagem ou umidade do solo, e observar calotas polares e geleiras.

O mapa foi criado pelos satélites de monitoramento TerraSAR-X e TanDEM-X, que enviam impulsos de micro-ondas para a superfície do planeta e medem o tempo que leva para esses sinais retornarem até eles. Logo, quanto menor for o intervalo, maior a altitude do terreno.

Crédito: DLR/Divulgação

A resolução do Modelo Digital de Elevação (DEM, na sigla em inglês) é de 90 metros. Ou seja, a superfície da terra foi dividida em quadrados com lados de 90 metros. Nestes quadrados, a precisão absoluta da dimensão vertical é de um metro, o que faz do DEM um poderoso mecanismo para representar variações de terreno. Já existem modelos com maior resolução para representações em escala regional, mas o novo mapa supera todos os outros mapas globais de acesso gratuito disponíveis.

Os satélites do programa fazem o mapeamento constantemente, uma vez que a superfície da Terra está em contínuo processo de mudança. Mesmo acreditando que o TerraSAR-X e o TanDEM-X possam se manter em operação por muitos anos, a DLR já trabalha para substituí-los.

Crédito: DLR/Divulgação

A ideia na próxima missão é permitir o mapeamento ainda mais detalhado capaz de detalhar florestas, por exemplo.

Os pesquisadores interessados em saber mais informações podem acessar o mapa do DLR clicando aqui (em inglês).

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