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21/Nov/2018 - 09:00 - Atualizado em 20/Nov/2018 - 14:34

Museu de BH ganha circuito acessível para pessoas com deficiência

Conjunto de expositores interativos possibilita que pessoas com deficiência manipulem amostras de minerais


Por Redação Belo Horizonte/MG
Circuito acessível de expositores interativos Pedras Sabidas foi inaugurado no MM Gerdau
Crédito: MM Gerdau/Divulgação

Foi inaugurado em outubro o Circuito acessível de expositores interativos Pedras Sabidas, no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, em Belo Horizonte. O conjunto possibilita a pessoas com deficiência manipular amostras de minerais do acervo por meio de botões. Pessoas com deficiência visual e baixa visão contam com áudios e imagens ampliadas; surdos dispõem de tradução para Libras e textos em português; e para cadeirantes, há mobiliário adaptado. Todas as interfaces contam com recursos de desenho universal.

O Circuito Acessível Pedras Sabias inspirou a elaboração de uma cartilha que tem o objetivo de contribuir para que outros museus executem projetos similares. A cartilha, disponível nas versões impressa, on-line e pdf, contém todas as informações sobre o projeto Pedras Sabidas, incluindo as publicações técnicas da pesquisa, e diversos recursos sobre acessibilidade em museus, como legislação, normas e guias de outras instituições.

"A ideia é que o projeto e a cartilha inspirem os museus a, cada vez mais, promover a inclusão e a acessibilidade, que são partes essenciais de sua função social”, afirma Ana Cecília Rocha Veiga, professora da Escola de Ciência da Informação da UFMG e coordenadora-geral do convênio de pesquisa.

Museu faz parte do Circuito Liberdade, em BH
Crédito: MM Gerdau/Divulgação

O projeto teve origem em estudos do pesquisador português Roberto Vaz, que desenvolveu no Museu das Minas e do Metal um protótipo de interface interativa acessível, juntamente com o grupo de pesquisa Graft/UFMG. A iniciativa gerou convênio internacional que uniu o museu, a UFMG e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal, para a realização da pesquisa TI em museus de alta complexidade.

Premiação

O circuito acessível teve seu projeto premiado em 2016 pelo Programa Ibermuseus, que reúne instituições iberoamericanas, e recebeu US$ 10 mil que foram investidos em sua execução. A iniciativa foi custeada também pelo MM Gerdau, por meio da Lei Rouanet. Pessoas com deficiência contam com um roteiro de visitação que inclui outras atrações acessíveis já existentes no museu.

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Fonte: UFMG

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