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31/Out/2018 - 08:00 - Atualizado em 31/Out/2018 - 09:02

P7 Criativo lança estudo sobre economia criativa em Minas Gerais

Dados apontam que o estado é o segundo do país em geração de empregos no setor; veja o estudo completo


Por Redação Belo Horizonte/MG

O P7 Criativo, agência de desenvolvimento da indústria criativa de Minas Gerais, lançou a primeira edição do Radar Economia Criativa, um estudo realizado em parceria com a Fiemg, Sebrae e Fundação João Pinheiro.

O estudo se baseou na abordagem proposta pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, que distingue três tipos de criatividade: artística, científica e econômica. As atividades incluídas no levantamento mineiro se dividem em quatro grupos: Mídia, Cultural, Criações funcionais e Tecnologia e Inovação.

Esses quatro grupos se desdobram em quatro subgrupos:

  • Mídia: Produção editorial, Audiovisual, Música
  • Cultura: Patrimônio Cultural, Atividades artísticas, Gastronomia
  • Tecnologia e Inovação: Software, Conhecimento
  • Criaçöes Funcionais: Arquitetura, Publicidade, Moda, Design, Móveis

O Radar Economia Criativa pode ser encontrado aqui.

O estudo

Segundo o Radar, 12 em cada 100 negócios da economia criativa no Brasil estão em Minas Gerais: são mais de 63 mil empresas - sendo grande parte de micro e pequeno porte. O estado é o segundo do país em geração de empregos no setor, com mais de 457 mil pessoas envolvidas em atividades da economia criativa, o que equivale a 9,84% das vagas formais na economia criativa no Brasil. São Paulo ocupa a primeira posição, com 31,6% dos empregos.

Os grupos representativos em MG com relação a geração de empregos são Cultura (54%), Criações Funcionais (30,3%), Tecnologia e Inovação (9,7%) e Mídia (6%). Já com relação à distribuição regional, os cinco municípios mineiros que concentram a maior quantidade de empregos da economia criativa são:

  • Belo Horizonte (22%)
  • Juiz de Fora (4,1%)
  • Uberlândia (4,1%)
  • Contagem (3,44%)
  • Nova Serrana (2,10%)

Sobre o nível de escolaridade, entre os empregos formais em Minas Gerais, aqueles com nível superior completo, mestrado ou doutorado representam 5,62%, 2,42% e 3,51%, respectivamente.

A economia criativa gera cerca de R$ 788 milhões de renda mensal do trabalho, com destaque para os grupos “Cultura” (43,19%), “Criações Funcionais” (24,8%) e “Tecnologia e Inovação” (24,7%).

Outro dado relevante é o fato de que a média salarial mensal entre os empregados do gênero masculino é maior, mesmo nos grupos “Cultura” e “Criações Funcionais”, nos quais há mais participação feminina. No grupo “Tecnologia e Inovação”, há o maior desnível salarial entre os gêneros. As informações apontam que a cadeia de valor de economia criativa é marcada por uma diferença entre a remuneração percebida por homens e mulheres bem superior à diferença registrada o conjunto da economia brasileira. As mulheres recebem, em média, 30% menos nos setores criativos, e 15% menos nos setores que compõem o restante da economia.

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Fonte: Diário do Comércio

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