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10/Out/2016 - 00:00 - Atualizado em 14/Out/2016 - 12:05

Pesquisadores criam projeto interativo de células e tecidos para o ensino de deficientes visuais

A coleção “A célula ao alcance da mão” busca aproximar estudantes do universo macro e microscópico do corpo humano


Por Paula Isis/SIMI
Uma das peças da coleção "Ao alcance das mãos" no museu de Ciências Morfológicas da UFMG.
Crédito: Divulgação/Museu de Ciências Morfológicas

O ensino de células, tecidos e sistemas orgânicos exige dos estudantes uma grande capacidade de observação e interpretação, o que é um desafio já que esses estudos são realizados utilizando um microscópio. A dificuldade é ainda maior quando o aluno é deficiente visual.

Ao se deparar com este impasse, a Drª Maria das Graças Ribeiro (in memoriam), professora do Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), teve a ideia de reproduzir, em peças tridimensionais, as estruturas do corpo humano, para que, assim, todos os alunos pudessem ter acesso ao conteúdo ministrado em suas aulas.

Desenvolvido pelo Museu de Ciências Morfológicas da UFMG, atualmente coordenado pela Dra. Gleydes Gambogi Parreira, a coleção “A célula ao alcance da mão” apresenta uma estratégia não só visual, mas, principalmente, tátil, aproximando, assim, os estudantes do universo biológico do corpo humano de forma didática, interativa e atraente para escolas do ensino fundamental, médio e superior.

Nossa proposta foi criar uma coleção de réplicas de células, tecidos e órgãos em gesso, resina e outros materiais, com diferentes cores e texturas, que proporcionem ao aluno a possibilidade de fazer a diferenciação entre esses elementos”, explica a bióloga Maria Goretti Teixeira de Castro.

Além do visual
No Laboratório de Pesquisa e Estudo em Educação Inclusiva/LaPEI, pela está exposta a coleção, composta por 64 peças, que abrange o conhecimento específico das ciências morfológicas no nível multissensorial. Atualmente, o laboratório do Museu produz todas as peças da coleção. Além disso, foi criado um material didático nas versões, tipográfico e em braile, e há um projeto para a criação de um audiobook.

De acordo com Castro, o projeto é destinado ao setor de educação formal e informal, portanto, pode ser adquirido por escolas diferentes níveis de formação, bem como por bibliotecas, centros de cultura e museus.

Para mais informações, clique aqui

 

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