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08/Ago/2018 - 15:10 - Atualizado em 08/Ago/2018 - 16:05

Projeto faz “vaquinha” de bitcoin para ajudar população de rua de BH

BlockchainBH visa fortalecer a cultura do blockchain por meio de consultorias, eventos e iniciativas  


Por Pedro Matos/SIMI Belo Horizonte/MG

A rotina de pessoas em situação de rua é repleta de dificuldades. O intenso frio noturno, por exemplo, causa sofrimento e, em alguns casos, a morte de quem mora nas ruas das grandes cidades. Com o objetivo de amenizar o problema, o BlockchainBH promoveu uma campanha para comprar cobertores para pessoas em situação de rua de Belo Horizonte. Mas a iniciativa teve um interessante diferencial: foram arrecadadas criptomoedas.

A ideia surgiu em 2017, quando o cientista da computação Daniel Martins fez uma campanha por conta própria para arrecadar bitcoins e comprar cobertores para moradores de rua da capital mineira. “O Daniel geriu a iniciativa, levantou um dinheiro em bitcoin e comprou cobertores para moradores de rua. Quando ele se juntou ao nosso time, pensamos que seria uma boa ideia fazer isso novamente, só que em uma escala maior”, explica o cofundador e CEO da BlockchainBH, Yakko Majuri.

Ao final da campanha, foram arrecadados 0.01334522 Bitcoins e 0.1022 Ethereums de doadores de diferentes lugares do mundo, o suficiente para comprar 29 cobertores que a partir de agora vão ajudar a aquecer pessoas em situação de rua em BH.

Criptomoedas foram convertidas em reais para concretizar a compra dos cobertores
Crédito: Yakko Majuri/Arquivo Pessoal

Realizar a campanha usando a tecnologia do blockchain tem algumas vantagens em relação às arrecadações tradicionais, como o alcance global e, principalmente, a transparência. “Qualquer um pode verificar quanto nós arrecadamos e que realmente doamos o valor arrecadado graças à tecnologia do Blockchain. Temos um relatório de transparência, de como tudo foi feito”, comenta Majuri.

O Projeto

O BlockchainBH nasceu em abril deste ano e tem como principais objetivos ajudar no desenvolvimento de soluções em blockchain e promover a educação sobre a tecnologia no Brasil. Desde então, o projeto tem promovido eventos com empresas, startups e entusiastas da inovação para tirar dúvidas e mostrar as possibilidades de aplicação do blockchain.

Yakko Majuri é o CEO e um dos fundadores do BlockchainBH
Crédito: Felipe Brandão/BlockchainBH

Nesse ponto, Yakko Majuri faz questão de destacar que a tecnologia do blockchain vai muito além das criptomoedas, podendo auxiliar em diferentes tipos de banco de dados, descentralizando, reduzindo intermediários, aumentando a confiança e a transparência. “O ecossistema de blockchain em BH tem crescido muito. Quando iniciamos, em abril, não tinha muita coisa acontecendo e o que tinha era disperso. As pessoas estão começando a ver que a tecnologia do blockchain tem um potencial que vai além das criptomoedas.”

O BlockchainBH possui conteúdos online e gratuitos, como artigos e vídeos, e promove eventos sobre a tecnologia, além de prestar consultoria para organizações e instituições. O projeto ainda conta com iniciativas de impacto social, cidades inteligentes, entre outros. Para conhecer melhor o projeto BlockchainBH, clique aqui.

Para aprender mais sobre sobre bitcoin e blockchain baixe gratuitamente o e-book do SIMI sobre o tema.

Assista abaixo ao vídeo com Don Tapscott falando sobre os impactos do blockchain:

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