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29/Out/2018 - 15:28 - Atualizado em 31/Out/2018 - 09:07

Red Hat é comprada pela IBM por U$ 34 bilhões

Estima-se que a compra coloque a IBM à frente da Amazon, Microsoft e Google no mercado de nuvem híbrida


Por Redação Belo Horizonte/MG
Jim Whitehurst, que será mantido no comando da Red Hate, e Ginni Rometty, presidente da IBM
Crédito: Divulgação

No último domingo, 28 de outubro, a IBM anunciou a compra da Red Hat. De acordo com a empresa de tecnologia, a transação vai movimentar US$ 34 bilhões que serão pagos com dinheiro em caixa. Com o negócio, a IBM espera se tornar a maior fornecedora de software para nuvem híbrida do mundo, superando as concorrentes AWS, Microsoft e Google.

Segundo a compradora, o valor pago é dez vezes superior à receita anual da Red Hat prevista para 2019, o que desagradou alguns analistas de fundos de investimentos. Na manhã desta segunda-feira, 29, as ações da IBM abriram em queda de mais de 5%, e no início da tarde oscilavam negativamente em 2%.

Apesar de toda a tramitação, a compra ainda precisa de aprovação dos acionistas da Red Hat e do aval de reguladores. No entanto, a expectativa é que não haja oposição dos acionistas ao negócio, uma vez que a IBM ofereceu um prêmio de mais de 60% em relação ao valor das ações da companhia. Sobre os papéis da Red Hat, eles abriram em alta de 45% nesta segunda-feira.

Crédito: Foto: Brendan McDermid/Reuters

Apesar da compra, não há previsão de fusão

A IBM adiantou que apesar da compra, não será realizada uma fusão das empresas. A Red Hat seguirá operando como unidade distinta do time de nuvem híbrida da IBM. Ainda de acordo com a empresa, serão mantidos marca, escritórios, estratégias de marketing, modelo de negócio e desenvolvimento. A promessa é que nada mudará, também, na relação da Red Hat com a comunidade de código aberto. Será mantido o sistema de licenciamento livre e acesso a patentes obtidas pela empresa.

Este acordo coloca nas mãos da IBM uma solução de código aberto, capaz de complementar suas ofertas. Também facilitará a venda de um conjunto de serviços que acelerem a migração de sistemas dos clientes de nuvem privada para modelos híbridos.Desde março deste ano as companhias já vinham trabalhando juntas. No mesmo mês, elas anunciaram uma parceria para a comercialização conjunta de uma solução de nuvem híbrida.

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Fonte: Folha de São Paulo

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