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03/Jul/2018 - 11:58 - Atualizado em 03/Jul/2018 - 13:51

Rim biônico promete eliminar a hemodiálise

Órgão artificial entra em fase de testes nos seres humanos em 2020


Por Redação Belo Horizonte/MG
Crédito: Divulgação

Segundo a Sociedade Brasileira Nefrologia (SBN), estima-se que 100 mil pessoas façam hemodiálise no Brasil. E a cada década, o país tem apresentado um crescimento de 10% de pacientes, que devido ao agravamento de quadro renal, tem a sobrevivência ligada a máquina de hemodiálise. Outra taxa que preocupa é a de mortalidade: entre 5% a 10% dos pacientes morrem por ano.

Mas existe uma esperança para esses pacientes. Um rim biônico está prestes a entrar na fase de testes em seres humano. De acordo com pesquisadores, o órgão artificial combinará elementos eletrônicos e também orgânicos, e seu tamanho será similar ao orgão que assumirá a função. A tecnologia pretende trazer uma grande melhoria na qualidade de vida para aquelas pessoas que dependem do dispositivo de hemodiálise externo para a sobrevivência.

Durante a hemodiálise, o sangue do paciente flui por meio de um filtro que remove resíduos prejudiciais, minerais e líquidos desnecessários do organismo. Deste modo, o sangue retorna ao corpo do paciente ajudando a controlar a pressão arterial e mantendo o equilíbrio adequado das substâncias químicas, como o potássio e o sódio.

O responsável pelo rim artificial é um grupo de universidades americanas sob o nome de “Projeto do Rim”. Segundo os pesquisadores, o rim será capaz de filtrar o sangue da pessoa com insuficiência renal continuamente, sem a necessidade de visitas periódicas ao hospital para as sessões de hemodiálise que, atualmente, duram de três a cinco horas.

O rim “biônico” trará uma nova esperança às pessoas cujos os órgãos já não podem atender às necessidades do corpo e que estão à espera em uma fila transplante. “Estamos criando um dispositivo bio-híbrido que pode copiar o rim e é capaz de eliminar resíduos suficientes sem que o paciente precise fazer a hemodiálise”, disse William H. Fissell, nefrologista e professor da Universidade Vanderbilt em Nashville, nos Estados Unidos.

Como será o implante?

O rim será implantado por meio de cirurgia e terá um microchip de silício que funcionará como um filtro. Cada dispositivo terá 15 camadas de microchips filtrantes, no qual os médicos utilizarão células renais vivas para simular as atividades naturais dos rins, bem como células de rim vivas.

De acordo com William Fissell, os rins “funcionarão sob o impulso do coração do paciente, filtrando a corrente sanguínea que passa por ele”. “A chave para este dispositivo é o microchip, que utiliza os mesmos processos de nanotecnologia de silício, que foram desenvolvidos pela indústria de microeletrônica para computadores e equipamentos de tecnologia da informação”, afirma o nefrologista.

O rim  artificial será composto também de elementos biológicos e tecnológicos e seu tamanho será semelhante ao de uma pequena lata de refrigerante. Segundo seus desenvolvedores, este dispositivo está fora do alcance da resposta imune; ou seja, das defesas do próprio organismo, que não causará rejeição pelo corpo. Fissell ressalta que há uma longa lista de pessoas em diálise que estão ansiosas para participar do primeiro teste, que pode começar em breve e ser completado até 2020.

 

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Fonte: Engenharia E

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