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16/Out/2018 - 10:00 - Atualizado em 16/Out/2018 - 14:07

Startup de educação brasileira é finalista em premiação na Espanha

Com apenas três meses de atuação, Beetools participou do South Summit na categoria Englishted; empresa utiliza VR, gamificação etc.


Por Paula Isis/SIMI Belo Horizonte/MG
Equipe da Beetools durante evendo em Madri
Crédito: Acervo Pessoal

Três meses de existência e a startup de educação Beetools, de Curitiba, já conquistou reconhecimento internacional ao ser indicada para  o South Summit, em Madri, na categoria Englishted de inovação, educação e tecnologia. A startup brasileira participou do evento que reuniu as 100 startups mais inovadoras do mundo.

A empresa, que é uma spinoff da Beenoculus (empresa especializada em realidade virtual), é uma escola de idiomas que utiliza das mais diversas ferramentas para o aprendizado de línguas. Realidade virtual, gamificação (a transformação de tarefas em jogos), big data e inteligência artificial são alguns dos métodos usados pela instituição.

A startup competiu com outras 650 Edtechs (esolas que utilizam a unificação das últimas tendências tecnológicas para criar um processo de educação online mais dinâmico, atrativo e efetivo) inscritas do mundo todo e ficou entre as 10 primeiras.

“Ter sido selecionado entre os finalistas foi muito importante para nós. Isso por si só já foi um motivo de muita comemoração com toda a equipe. Além disso, estar lá em Madri, apresentar para o mundo todo o que fazemos, foi ainda mais gratificante. Isso nos faz ter cada vez mais certeza que estamos no caminho certo e conseguiremos realizar nossa missão de revolucionar o ensino de idiomas”, comemora o CEO, Fábio Ivatiuk.

Apesar de não conquistar o prêmio principal, o CEO destacou que a startup ganhou um grande reconhecimento. “Nos dias seguintes fomos procurados por empresas, investidores e instituições de ensino europeias para conversarmos sobre a Beetools”, ressalta.

Atualmente, a empresa está em processo de implantação de 11 escolas nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais e Cascavel (PR), São Paulo (SP) e Maceió (AL). Além disso, segundo Ivatiuk, a startup já está com contratos assinados para os estados de Santa Catarina e Maranhão, que deverão receber uma unidade em 2019. “A nossa previsão é chegar ao número de 100 escolas Beetools abertas até julho de 2020 só no Brasil”, adianta.

E a expansão não para por aí. Após a participação no South Summit, Fábio falou sobre uma possível internacionalização da startup. “Estamos mantendo contato com várias pessoas que conhecemos no evento e é provável que, muito em breve, a Beetools estará operando também em território europeu.”

Uso de diversas tecnologias para revolucionar o aprendizado de inglês

O CEO Fábio Ivatiuk, no South Summit, no início do mês
Crédito: Acervo Pessoal

A Beetools surgiu do olhar atento do Fábio - que atua há 11 anos como professor de inglês e já foi proprietário de duas escolas. Fábio percebeu que, apesar da importância de dominar uma segunda língua, o interesse dos alunos pelo aprendizado do inglês estava diminuindo. “As pessoas sabem que precisam estudar, mas elas não gostam nenhum pouco da escola. Isso se refletia nos resultados. Menos de 3% da população domina o inglês, mesmo com mais de 7 mil escolas de idiomas espalhadas pelo Brasil”, aponta Fábio.

Foi durante uma conversa com a equipe da Beenoculus, uma startup, também de Curitiba, pioneira em realidade virtual na América latina, que o professor percebeu a necessidade de mudar este cenário. “Aí nasceu a Beetools. Criamos uma escola que utiliza a tecnologia como ferramenta para o ensino, e não como um acessório comercial”, destaca.

Fábio conta que eles utilizam a realidade virtual em todas as aulas para criar imersão, gamificação para engajar, inteligência artificial para estar disponível a qualquer momento, big data para otimizar o conteúdo de acordo com o resultado dos alunos, flipped classroom (sala de aula invertida) para que o ensino produza resultados. “Tudo isso somado ao professor presencial que irá atender a necessidade específica de cada aluno”, finaliza.

Para quem deseja se tornar um franqueado, o CEO informou que o investimento inicial é a partir de R$ 270 mil e a estimativa de retorno gira em torno de 12 a 24 meses.


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