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16/Ago/2018 - 09:53 - Atualizado em 17/Ago/2018 - 11:44

Startup de educação digital oferece conteúdo para alunos do ensino superior

Me passa aí surgiu para engajar estudantes, reduzindo o índice de abandono nas universidades


Por Paula Isis/SIMI
Luiz Gustavo Borges, CEO da startup
Crédito: Divulgação

O índice de abandono nas faculdades é algo que sempre incomodou o professor universitário Luiz Gustavo Borges. Segundo o último levantamento do Censo do Ensino Superior, realizado em 2015, o número chega a 27% em instituições públicas e 39% na rede privada. Diante desta situação, o professor criou, de forma despretensiosa, a plataforma Me Passa Aí, que além de ajudar os alunos com videoaulas, oferece biblioteca virtual e preparação para o ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes).

Graduado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Luiz Gustavo começou a dar aulas em 2007 em uma faculdade em Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro. Diante da desmotivação dos alunos e pensando na melhor maneira de engajá-los, o professor montou, em setembro de 2013, uma lista de exercícios de matemática financeira, mas as repostas não foram passadas por meio de gabarito, mas sim apresentadas em um vídeo postado no YouTube. Assim surgia a Me Passa Aí.

“Gravamos com uma câmera amadora, cheia de eco, mas os alunos adoraram. As taxas de reprovação caíram e quem faltava conseguia acompanhar estudando sozinho”, conta o professor. Com o sucesso do primeiro vídeo, Luiz Gustavo descobriu que tinha em mãos um modelo de negócio para as universidades.

Os vídeos têm duração máxima de oito minutos (tempo limite para evitar a dispersão, segundo Luiz) e matérias explicadas por alunos ou recém-formados, que usam uma linguagem simples e direta. Universitários de todo o país podem se inscrever para gravar aulas na plataforma. De acordo com o CEO, os vídeos são analisados pela equipe e os “professores” são remunerados por aula gravada. Ainda de acordo com ele, a remuneração é superior ao que que eles ganhariam em uma monitoria tradicional de faculdade. O conteúdo é selecionado a partir dos livros mais utilizados de cada disciplina e as aulas são aprovadas por professores certificados.

Atualmente, a plataforma reúne 4 mil videoaulas e o modelo de negócios é baseado em assinaturas que dão acesso ao conteúdo nas áreas  de Exatas, Administração e Negócios, Direito e Ciências da Saúde. Os conteúdos são acessados por meio de assinaturas de planos mensal, no valor de R$ 49,90 e anual, de R$ 193,70. "Substituímos o semestral pelo trimestral (R$ 97,90) para um ajuste melhor aos alunos que assinavam junto à primeira bateria de provas", explica o CEO.

Além do acesso a conteúdos exclusivos, os alunos ganham certificado das matérias assistidas que servem também como comprovante de horas complementares para as faculdades. “Já ajudamos mais de 100 mil universitários a estudar, com alunos pagantes de mais de 400 faculdades do país. Ainda não formalizamos as parcerias com as universidades, mas nossos certificados de horas complementares foram aceitos em todas, até o momento, o que é fundamental para o aluno contabilizar horas na sua grade para se formar. Ou seja: estuda, ajuda a passar e ainda serve como estudo complementar”, comemora.

Sobre o futuro, o professor adianta que a startup está entrando na área de saúde e que algumas mudanças foram necessárias para viabilizar este mercado. “Para isso, levamos nossos estúdios para Viçosa, onde as aulas estão sendo gravadas por mestrandos e doutorandos da UFV, melhor nota da Medicina no último ENADE.”

Durante a entrevista concedida ao SIMI, o CEO ainda adiantou uma notícia em primeira mão: “estamos lançando, neste semestre, o Me Passa Aí para faculdades, onde seremos uma biblioteca virtual de reforço para as instituições de ensino que contratarem esse serviço para seus alunos”, adianta.

Plataforma também oferece cursos de especialização

A Me Passa Aí também oferece aos alunos cursos de especialização, como Excel, Inglês, AutoCAD, Direito Administrativo para a prova da OAB, Gestão de Aprendizagem e Sketchup.

Ao disponibilizar estes cursos, a plataforma busca reduzir os custos financeiros que o alunos teria para fazer um curso convencional e que, na plataforma, são realizados por especialistas. 

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