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05/Dez/2016 - 00:00 - Atualizado em 12/Dez/2016 - 14:03

Startups brasileiras disputam uma vaga na edição global do The Venture

Empresa vencedora representará o Brasil na final mundial do campeonato de empreendedorismo


Por Redação
Julio Oliveto, sócio da LIVRE, apresenta o Kitlivre durante o Open Innovation Week, em São Paulo
Crédito: Paula Isis/SIMI


Três startups brasileiras e um sonho: representar o Brasil na final do The Venture, o campeonato mundial de empreendedorismo realizado pela marca de uísque, Chivas. Os projetos abrangem diversas áreas: uma plataforma de comunicação que ajuda a integrar as pessoas surdas, um dispositivo que pode ser engatado a uma cadeira de rodas para dar mais mobilidade aos cadeirantes e um aditivo biodegradável aplicável em vasos sanitários para reduzir o consumo de água.

Em jogo está a oportunidade de disputar com outras 31 startups (de 31 países e seis continentes) uma parcela do fundo de US$ 1 milhão destinado a financiar e alavancar soluções inovadoras com potencial de impactar positivamente o mundo.

Uma das finalistas é a Hand Talk. A startup de Maceió, fundada em 2012, trabalha com a inclusão de pessoas surdas por meio da tecnologia. A plataforma dispõe de um avatar que traduz textos na forma da Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) e se desdobra em produtos, como um aplicativo gratuito, um tradutor para sites e projetos voltados para empresas que desejem se comunicar com essa parcela de clientes.

Ronaldo Tenório, um dos sócios da startups, conta que sempre teve a ideia de criar algo que iria ajudar as pessoas que enfrentam alguma dificuldade. A partir dessa iniciativa, Ronaldo foi eleito, recentemente, um dos melhores jovens inovadores do mundo pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts MIT.

Crédito: Divulgação Handtalk

Por meio da tecnologia assistiva, a LIVRE busca elevar a mobilidade e a autoestima dos cadeirantes. Segundo o engenheiro mecatrônico e sócio da empresa, Julio Oliveto, somente no Brasil existem mais de 3,7 milhões de pessoas que usam diariamente cadeira de rodas.  Para isso, a empresa desenvolveu o Kit Livre, um acessório portátil, dobrável, com guidão, roda e uma bateria de lítio, que pode ser acoplado a qualquer modelo de cadeira de rodas manual, convertendo-a num triciclo motorizado, possibilitando seu uso sobre terrenos e superfícies irregulares e transformando de maneira divertida e radical a experiência do usuário. “Nossa ideia é tirar o aspecto hospitalar de quem utiliza a cadeira e trazer mais alegria”, explica.

Outra startup que busca representar o Brasil é a Piipee. Fundada em Bento Gonçalves (RS), a empresa desenvolveu um aditivo químico biodegradável, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que dispensa o uso de água para eliminar a urina. Aplicado por meio de um dispositivo acoplado na bacia sanitária ou no mictório sem necessidade de reforma, o produto promete reduzir o custo de empresas e residências garantindo um consumo de água mais eficiente e sustentável.

“Todos os dias, no Brasil, são consumidos mais de 8 bilhões de litros de água somente em descargas, e 80% deste consumo é apenas para eliminar urina”, diz Ezequiel Vedana da Rosa, fundador da empresa, que iniciou as vendas em novembro de 2015.  De acordo com ele, em apenas 11 meses de operação, os clientes da startup já economizaram mais de 4 milhões de litros de água.

E ai? Quem será a grande vencedora? A final da etapa brasileira acontece amanhã, 6 de dezembro, em São Paulo. As três startups serão avaliadas por um júri composto por: Paola Carosella, chef, empresária e jurada do Master Chef Brasil; Onício Neto, fundador da Epitrack, startup vencedora do último The Venture; Sandra Boccia, diretora da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios; Lucas Foster, fundador da Projecthub; e o time da escola de atividades criativas Perestroika.

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Fonte: Chivas

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