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07/Ago/2018 - 08:00 - Atualizado em 03/Ago/2018 - 10:34

Startups mudam a maneira de empresas contratarem profissionais

Mercado tradicional encontra em startups focadas em Recursos Humanos a maneira de otimizar processos seletivos


Por Redação Belo Horizonte/MG

Uma das maiores dificuldades das empresas, nos dias atuais, são as contratações erradas para suas equipes. Segundo a Society for Human Resource Management, o custo estimado de substituição de um funcionário equivale de seis a nove meses o salário dele. Além do prejuízo financeiro, as empresas também perdem tempo com seleções equivocadas.

Com auxílio da tecnologia, startups trabalham para otimizar a atuação da área de Recursos Humanos. Um exemplo é a Gupy, fundada por Mariana Dias, que deixou um emprego na área de recrutamento e seleção de uma multinacional para empreender no setor.

A startup desenvolveu um sistema de recrutamento e seleção com inteligência artificial, que ajuda a empresa a estruturar todo o processo seletivo, customizado conforme suas necessidades. O sistema cruza dados, gera indicadores, coleta informações, preferências e movimentações dos candidatos para entender e conectar o profissional que mais combina com a companhia.

A Gupy já atendeu mais de 100 companhias, muitas de grande porte como Ambev, Cielo, Telefônica, entre outras. A empresa foi escolhida pelo segundo ano seguido para um programa de residência do Google Campus e recebeu, no ano passado, R$ 1,5 milhão de aporte dos fundos Canary e Yellow Ventures para escalar o negócio.

Outra startup da área, a TalentBRand, escolheu um nicho na área de RH para atuar. A empresa conta com soluções de big data e hunting automatizado apenas para profissionais de marketing, relacionamento e vendas. A plataforma funciona como um banco de talentos premium na qual o candidato também pode se candidatar.

Já a Pin People nasceu focada apenas em recrutamento e seleção, oferecendo uma análise de valores e comportamento entre empresa e o profissional. Hoje a plataforma oferece uma solução de people analytics, que une psicologia organizacional, ciência de dados e tecnologia para a jornada do colaborador empresa.

Assim como essas startups, as maiorias das HR Techs têm menos de três anos de vida e equipes enxutas. Um levantamento da aceleradora Liga Ventures identificou pelo menos 122 startups atuando em 11 categorias do RH no país, como, por exemplo, recrutamento, seleção, gestão de processos, plataformas de saúde dos funcionários, cursos e treinamentos, ponto, operações e folha de pagamento. A maioria delas está em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

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