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15/Set/2016 - 00:00

Startups oferecem bolsas de estudo e descontos para o ensino técnico e superior

Empresas oferecem vagas para alunos que não podem custear mensalidades, além de ajudarem faculdades a preencherem salas de aula


Por Redação

Prol Educa e Quero Educação facilitam a entrada de estudantes no ensino técnico e superior por meio de descontos e bolsas de estudo
Crédito: Pixabay

Fortalecer a educação conectando alunos que não podem pagar mensalidades de um curso a instituições de educação que não conseguem preencher todas as turmas. Esta foi a ideia que impulsionou a criação de duas startups brasileiras: a Prol Educa e a Quero Educação.

As plataformas de bolsas de estudo têm feito parcerias com instituições de ensino e oferecem vagas por custos mais baixos de mensalidade.

Prol Educa: impulsionando a formação técnica

A ideia do Prol Educa surgiu em 2015 a partir do trabalho que um dos sócios, o professor de educação física, Petrus Vieira, realizava desde 2013. Petrus, na época, trabalhava na coordenação de um curso técnico em um município de Pernambuco. Seu trabalho era visitar funcionários de empresas e oferecer desconto em cursos técnicos.

No entanto, o resultado era insatisfatório pois os descontos oferecidos eram pequenos e poucas pessoas se inscreviam. “Decidimos, então, fazer algo parecido, mas que de fato fosse uma oportunidade para as pessoas”, conta Rafael Paiva, um dos idealizadores da startup junto a Vieira e Pettrus Nascimento. O trio percebeu que era possível oferecer grandes descontos para quem precisa de ensino básico, superior ou cursos técnicos.

A ideia da Prol Educa é aproveitar as vagas que restam nas salas de aula e oferecê-las aos interessados com descontos de até 50%. O negócio saiu de Pernambuco quando a enfermeira Priscila Paiva, 34 anos, tornou-se sócio e passou a que atuar em Minas Gerais. “Hoje, nos dois estados, temos 84 instituições parceiras”, diz Paiva.

O faturamento da empresa vem da primeira mensalidade, além das taxas de renovação.  “Nós não damos descontos, nós oferecemos oportunidades. Por isso, a maior parte do nosso público pertence às classes C e D”, diz Paiva.

Quero Educação: encurtando a distância até a universidade

A Quero Educação tem como público alvo os estudantes do ensino superior. Criada em 2012 por três amigos engenheiros da computação: Bernardo de Pádua, 33 anos, Lucas Gomes, 28 anos, e Thiago Brandão, 28, o jovens viram a oportunidade de negócio surgir quando notaram um problema recíproco na universidade na qual estudavam: a demanda das instituições por alunos e estudantes sofrendo com os altos custos das mensalidades.

Para solucionar o problema da maioria dos estudantes que é encontrar uma instituição de qualidade e com baixo custo, a Quero Educação lançou a Quero Bolsa. Com o preenchimento de vagas ociosas, a startup busca democratizar o ensino superior no país a partir de parcerias.  “Damos até 70% de desconto nas mensalidades para os alunos, sendo somente a primeira paga para a Quero Educação”, conta Pádua.

Hoje, a startup já tem parceria com mais de 700 instituições em todo o país e está presente em mais de 1,5 mil cidades.

*Com informações do PEGN

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