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12/Jan/2018 - 07:00 - Atualizado em 11/Jan/2018 - 15:58

ACELERADORA BRASILEIRA INVESTE EM PROJETOS RELACIONADOS A CANNABIS MEDICINAL

The Green Hub já conta com duas startups e busca investimentos para novos projetos


Por Redação

O número de empresas que têm como principal objetivo apoiar e investir no desenvolvimento e crescimento rápido de startups está aumentando cada vez mais no Brasil. Essas aceleradoras podem focar seus investimentos em áreas específicas como saúde, educação, trabalhos sociais, etc.

No final do ano passado mais uma categoria de startups ganhou um ponto de suporte para desenvolvimento. A The Green Hub desenvolveu um programa de aceleração voltado para projetos relacionados a cannabis medicinal.

O centro de aceleração, situado em Santo André, no ABC Paulista, sedia atualmente dois projetos: o Centro de Excelência Canabinoide (CEC), associação que presta consultoria e cursos para profissionais da área médica sobre a cannabis medicinal; e a Anella, um software de gestão que oferece sugestão de posologias e melhores práticas para o uso terapêutico da erva. Essas startups foram criadas juntos com o programa de aceleração e compõem o portfólio para atrair novos negócios.

A equipe da The Green Hub é composta por especialistas das áreas de tecnologia, inovação, médica, jurídica, comercial e corporativa de diversas regiões do mundo, inclusive de países onde o consumo da erva é permitido.

Além da mentoria intelectual, o programa de aceleração da instituição contempla investimentos de até R$ 50 mil e cada ciclo tem duração de seis meses.

Em julho de 2018, a The Green Hub dará início a um novo ciclo de captação financeira para acelerar novos projetos. Startups em busca de aceleração ou empresários e investidores interessados em investir no mercado da cannabis medicinal podem entrar em contato com a aceleradora pelo site da empresa.

Mercado

Recentemente, a The Green Hub firmou uma parceria com a New Frontier Data, empresa norte-americana de análise de dados especializada no assunto da cannabis medicinal. Juntas, as instituições produziram um relatório sobre o potencial da maconha medicinal no mercado brasileiro.

De acordo com o relatório, se fosse regulamentada, nos três primeiros anos de uso, a cannabis medicinal teria potencial de atingir 3,4 milhões de pacientes, o que equivaleria a R$ 4,7 bilhões de reais na economia do país.

Os dados foram obtidos através de um comparativo com os números registrados nos Estados Unidos após a liberação da erva em alguns estados. Para a análise em questão, foi considerado que a cannabis seria utilizada para tratar enfermidades como doenças crônicas severas, câncer, fibromialgia, distúrbios alimentares e ansiedade.

No Brasil, o uso e cultivo da maconha para consumo recreativo é proibido. Mas em 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação de produtos que utilizam o canabidiol, derivado da maconha, para fins medicinais. Em 2016, foi a vez do tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da erva, ganhar autorização para prescrição e importação por intermédio do órgão.

Em 2017, a Anvisa autorizou também o registro do medicamento Mevatyl® no país, feito à base de THC e canabidiol para tratar de espasticidades relacionadas à esclerose múltipla.

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Fonte: Galileu

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