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05/Fev/2018 - 10:11 - Atualizado em 05/Fev/2018 - 10:51

Cientistas criam tatuagem viva com bactérias a partir de impressão 3D

Células alteradas geneticamente brilham ao serem expostas a compostos químicos


Por Redação

Engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram uma técnica de impressão 3D que usa um tipo de tinta feita a partir de células vivas, programadas para brilhar em reposta a estímulos. Os pesquisadores criaram uma “tatuagem viva”, em formato de uma árvore. Cada galho possui células de bactérias sensíveis a diferentes compostos químicos e, quando o adesivo com a impressão é exposto a essas substâncias, o galho correspondente brilha.

A técnica pode ser usada para fabricar materiais ativos para sensores vestíveis e telas interativas. Os materiais pode carregar células sensíveis a compostos químicos presentes no ambiente e poluição, assim como mudanças no pH e na temperatura.

Outros estudos já tentaram aplicar células vivas na impressão 3D, mas não tiveram tanto sucesso por escolherem células de mamíferos, que são, segundo um dos coautores do projeto bem-sucedido, balões de gordura, ou seja, fracas e de fácil ruptura.

A busca, então, se deu por uma célula capaz de suportar o processo de impressão. A escolhida foi a de bactérias que possuem paredes celulares mais fortes e podem sobreviver a condições extremas. Além disso, as células de bactérias são compatíveis com a maioria dos hidrogéis.

“Encontramos esta nova fórmula que funciona bem e pode ser impressa com resolução de 30 micrômetros. Isso significa que cada linha contém apenas algumas células. Mas podemos imprimir estruturas relativamente grandes, com vários centímetros”, explicou Xuanhe Zhao, um dos líderes da pesquisa.

Os pesquisadores também alteraram as bactérias para que elas se comunicassem, com algumas células sendo programadas para brilhar apenas quando recebiam um sinal determinado de outra célula.

A expectativa é que a célula possa ser usada para imprimir computadores vivos, estruturas com múltiplos de células que se comunicam, passando sinais como os transmissores em um microchip.

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