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07/Dez/2016 - 00:00 - Atualizado em 07/Dez/2016 - 14:15

Cientistas desenvolvem antibiótico para diferenciar infecção de inflamação

Pesquisa é bastante promissora, pois ainda não existe nos mercados nacional e internacional método capaz de realizar a diferenciação


Por Redação Belo Horizonte
Crédito: Divulgação


Nas próteses articulares é comum ocorrer em pacientes a contaminação por bactérias e a inflamação causada por afrouxamento da prótese, mas ainda não existe um método capaz de diferenciar as duas causas. No entanto, o pesquisador Valbert Cardoso, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), desenvolveu um antibiótico marcado por substâncias radioativas para diferenciar inflamação de infecção. Para isso, usa imagens cintilográficas, um método de diagnóstico por imagens da medicina nuclear, sem a necessidade de intervenção cirúrgica.

Segundo o pesquisador, quando o paciente que utiliza prótese sente dor, o diagnóstico torna-se difícil devido as técnicas de imagens convencionais disponíveis no sistema de saúde, como radiologia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância nuclear magnética (RNM), pois elas não são capazes de realizar diagnósticos diferenciais de processos inflamatórios e infecciosos. Com o antibiótico desenvolvido injetado, seria possível fazer uma imagem e identificar o possível foco infeccioso, auxiliando o médico e trazendo informações antes de fazer uma cirurgia.

Segundo Cardoso, a pesquisa é bastante promissora, pois ainda não existe nos mercados nacional e internacional método capaz de diferenciar inflamação de infecção. Atualmente, o projeto busca parceiros para realizar a transferência de tecnologia e colocar o produto no mercado. “O pedido de patente já foi feito e agora estamos em busca de um parceiro da indústria farmacêutica para transferir a tecnologia para viabilizar a colocação do produto no mercado e atender o diagnostico diferencial na medicina nuclear”, conclui Valbert.

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Fonte: Fapemig

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