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10/Jan/2018 - 11:20 - Atualizado em 10/Jan/2018 - 11:28

Dispositivo criado na UFMG analisa músculo durante alongamento

As informações são obtidas por meio de sensores e os dados são enviados para um software, que elabora um relatório sobre a atividade


Por Redação

Com o objetivo de entender o comportamento muscular durante o alongamento, um grupo de pesquisadores do Departamento de Ciências do Esportes da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu um aparelho capaz de analisar o desempenho dos músculos posteriores da coxa durante o exercício.

O dispositivo mensura o torque passivo muscular, a amplitude do movimento de extensão passiva do joelho e a primeira sensação de alongamento (PSDA). Dessa forma, o equipamento aumenta os conhecimentos sobre as reações do músculo ao ser alongado. O músculo posterior da coxa foi escolhido porque essa musculatura é muito demandada em vários esportes, além de estar associada à alta incidência de lesões.

As informações são obtidas por meio de sensores colocados no paciente durante a prática do alongamento. Os dados são enviados para um software, que elabora um relatório sobre a atividade. De acordo com os pesquisadores, esses dados aumentam a qualidade na prescrição de exercícios e a capacidade de individualizar os tratamentos indicados por educadores físicos, fisioterapeutas e médicos.

A criação do dispositivo teve início a partir da dissertação de mestrado da pesquisadora Barbara Pessali Marques, defendida em 2015. A ideia do estudo surgiu porque, durante sua formação de bailarina, ela encontrou muitas barreiras físicas que seus professores não sabiam como enfrentar. Ela então decidiu cursar graduação em Educação Física para entender melhor como seu corpo funcionava durante os exercícios de dança.

O aparelho foi testado em 46 pessoas, sendo 23 bailarinos profissionais que, por isso, possuíam maior capacidade de alongamento muscular. Os demais eram pessoas que não tinham o costume de realizar esse tipo de exercício.

Os testes comprovaram que os músculos se comportam de maneira diferente nos dois grupos. Os bailarinos acusaram uma sensação de dor tardiamente. Já os demais sentiram a dor muito mais rapidamente.

A patente do aparelho já foi registrada e a ideia é simplificá-lo para que possa ser utilizado por qualquer pessoa pessoa. Os pesquisadores também buscam uma parceria para torná-lo mais comercial.

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