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23/Jan/2017 - 09:00 - Atualizado em 26/Jan/2017 - 10:49

Dois em cada três jovens brasileiros pretendem empreender

Dados foram divulgados pela Firjan e contemplam informações de nove cidades do mundo


Por Redação Belo Horizonte

Uma pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) traçou o perfil de jovens empreendedores em nove cidades do mundo, entre elas o Rio de Janeiro e São Paulo. Os dados apontam que o empreendedorismo tem crescido entre os jovens brasileiros e que dois em cada três jovens têm planos de se tornarem empreendedores nos próximos anos.

Foram entrevistados mais de 5 mil homens e mulheres na faixa etária dos 25 a 35 anos, das classes A B e C, com ensino superior completo ou em andamento. As principais motivações para empreender são a realização de um sonho (76,4%), qualidade de vida (75,6%), altos ganhos financeiros (70%), mercado promissor (66,1%) e não ter chefe (64,5%).

Os participantes brasileiros que responderam que já empreenderam são mais ligados às causas éticas e socioambientes do que os entrevistados de outros países. Em Nova York e Londres, por exemplo, a preocupação com esses temas atingiu 22% dos pesquisados, enquanto aqui o índice representa 68,3%.

O jovem empreendedor brasileiro usa de tecnologia para fazer networking (57,2%), perdendo apenas para Xangai (69,1%). No entanto, Londres e Nova York têm jovens mais inovadores e que se arriscam mais nos negócios.

No Brasil, 82% já passaram por um primeiro emprego formal antes de empreender e estão montando seu primeiro negócio. O dado contrasta com outras cidades, como Bombaim, onde a maior parte dos jovens apenas estudava (67%) antes de abrir o próprio negócio.

Já sobre os lucros dos negócios, 40% dos brasileiros têm pouco ou nenhum. Outro dado aponta que por aqui os empreendedores não contraem empréstimos para abrir o próprio negócio. 18% recorrem a financiamento; 60% afirmaram já ter o dinheiro para investir; e 29% captaram os recursos com amigos ou familiares. Juros altos e burocracia foram os motivos alegados para não se endividar.

Por fim, os brasileiros são os que mais citam o cenário econômico e político como um limitador da atividade (67,3%). Entre os não empreendedores brasileiros, a estabilidade e segurança financeira foram apontadas como principais razões para não abrir o negócio (73,35%) e 69,3% citam a busca por qualidade de vida para não empreender.

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Fonte: Agência Brasil

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