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02/Mai/2018 - 11:07 - Atualizado em 02/Mai/2018 - 12:09

Fapemig apoia estudo que utiliza a nanotecnologia no combate à leishmaniose

Mineiros usam a nanotecnologia como alternativa para a redução da toxicidade de medicamentos contra a doença


Por Redação

As leishmanioses são doenças com grande incidência no Brasil e, por não existir uma cura parasitológica definitiva contra a infecção, a doença é foco de estudo de muitos pesquisadores. Entre eles, um grupo de mineiros vem utilizando a nanotecnologia como alternativa para a redução da toxicidade de medicamentos disponíveis contra a doença, que tenham baixo custo e que sejam efetivos para o tratamento.

O grupo de pesquisa é coordenado pelo professor Eduardo Antonio Ferraz Coelho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e é cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil junto ao CNPq com o nome de Tecnologias Inovadoras para o Controle de Leishmanioses.

A equipe desenvolve um sistema de entrega para a anfotericina B (AmpB), um dos principais fármacos usados no combate à enfermidade, nos locais mais profundos do organismo humano. “Por meio da nanotecnologia, utilizamos moléculas de sulfato de condroitina e quitosana de médio peso molecular para servirem de arcabouço à incorporação da AmpB, o que permitiu diminuir, em termos significantes, a toxicidade da droga livre e mantêm sua eficácia contra o parasito”, explica Eduardo. 

Além de ser menos tóxico, o sistema visa também a um tratamento mais econômico para o governo e a população, podendo ser disponibilizado na rede pública de saúde. Isso só é possível, segundo o pesquisador, pois o sulfato de condroitina e a quitosana de médio peso molecular são matérias-primas de baixo custo.

Os testes foram realizados em células humanas e a novidade é que o sistema também poderá ser implementado em cães infectados, já que a AmpB tem espectro de ação tanto em humanos quanto em animais.

“Outras drogas, como o Milteforan®, cujo uso é aprovado no Brasil para tratamento da leishmaniose visceral canina, também poderão ser incorporadas ao sistema de entrega contendo as nanopartículas. Com menor quantidade de tais drogas nas formulações, acredita-se que a toxicidade será significativamente reduzida, quando comparada à utilização das drogas comerciais na forma pura”, finaliza o professor. 

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