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12/Jan/2017 - 11:41 - Atualizado em 12/Jan/2017 - 13:26

Mineiro cria tela elétrica para combater insetos

Tela pode ser instalada em qualquer vão, porta ou janela e não encarece a conta de luz


Por Paula Isis/SIMI Belo Horizonte
O inventor, João Paulo Torres, demonstra que a tela é segura e pode ser tocada por qualquer pessoa
Crédito: Divulgação/Telétrica


Todos os anos o índice de doenças provocadas pelo Aedes Aegypti, como a dengue e a chikungunya, bate recorde. Segundo dados divulgados no site do Ministério da Saúde, a estimativa é de que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente e que aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas morem em países onde a dengue é endêmica.

Mas não é só o aedes que transmite doenças. Diversos insetos podem trazer enfermidades, graves ou não, colocando em risco a saúde das pessoas. Pensando em combater os vetores dessas doenças, o advogado João Paulo Torres teve uma ideia enquanto estudava para uma prova da OAB.

Após um ano e meio pesquisando para desenvolver sua patente, João criou uma tela elétrica que pode ser colocada em portas e janelas, eliminando de forma eficiente qualquer tipo de inseto, sem a utilização de produtos tóxicos que são prejudiciais à saúde humana. Utilizando energia elétrica, a tela deve ser conectada a uma tomada.  “O consumo de energia é igual a de um celular”, garante o inventor.

Feita totalmente de alumínio, João explica que a tela é confeccionada de acordo com a necessidade do cliente e o metro quadrado custa, atualmente, uma média de R$ 700. “O preço varia de acordo com o modelo.”

Indagado sobre o risco de choque por meio de contato, o CEO da Startup Telétrica, explica que o curto só fecha quando um inseto atravessa os dois polos da tela. Sendo assim, se alguém encostar-se à mesma não levará choque. João ainda destaca que o material é inoxidável. “Ela pode tomar chuva que não irá enferrujar e também não fechará curto”. O tempo de vida de cada tela é estimado em até 5 anos.

Atualmente, a statup está incubada pela UNITECNE, Incubadora de Empresas da UNIUBE / Uberaba. João Paulo  também busca investimento para alavancar o modelo de negócio que, segundo ele, é escalável. "Participamos do programa de pré-aceleração Lemonade, aqui, em Uberaba, mas agora estamos em buscar de uma aceleradora internacional ou nacional”, conclui.

Para saber mais sobre a telétrica, clique aqui.

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