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10/Jan/2018 - 10:48 - Atualizado em 10/Jan/2018 - 13:55

Pesquisa da UFMG auxilia combatentes em campo e reduz impactos ambientais de incêndios

FireEye vai utilizar tecnologia para que as dimensões do fogo cheguem de forma precisa aos combatentes


Por Redação Belo Horizonte
Crédito: Pixabay

Auxiliar no combate de incêndios florestais é o objetivo da FireEye, projeto de startup que surgiu no doutorado de Eugênia Kelly Luciano Batista, do Programa de Pós-graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da UFMG. O projeto tem como objetivo desenvolver uma tecnologia para auxiliar os combatentes em campo, diminuindo os impactos ambientais causados por incêndios.

Durante o doutorado, a pesquisadora percebeu que existia um ponto fraco na gestão do fogo nas unidades de conservação. Para desenvolver sua tese, ela fez curso de brigadista e, em campo, concluiu que a dificuldade de controle de incêndios estava associada à falta de informações sobre o fogo.

“Às vezes, os combatentes não conseguem ter uma dimensão do fogo como um todo e acabam tomando decisões que não otimizam os recursos e o tempo disponível”. Isso faz com que o incêndio se alastre mais rapidamente. E é esse o problema que a FireEye busca reverter.

O projeto vai desenvolver um software para gerar informações sobre a velocidade e a direção de propagação do fogo e do vento, sua intensidade, declividade de terreno e estrutura de vegetação. Segundo a pesquisadora, o objetivo é caracterizar o comportamento do fogo em tempo real, com o auxílio de drones, e usar essas informações para estimar a localização futura da frente de fogo.

“É como se a FireEye vendesse o controle da situação para os combatentes, que vão poder antecipar as ações de combate”, explica Eugênia. Dessa forma, ela acredita que será possível otimizar recursos públicos e tempo gastos.

Ainda segundo a pesquisadora, a tecnologia poderá ser útil a países que trabalham com políticas de crédito de carbono, como a Austrália. “A ferramenta é importante, na medida em que possibilita, facilmente, calcular as emissões de gases de efeito estufa por causa do fogo”. Isso porque os sensores acoplados aos drones poderão identificar a intensidade da chama do fogo, o que permite saber quanta biomassa vegetal está sendo queimada e, assim, quanto gás de efeito estufa está sendo emitido.

Reconhecimento

Em novembro, a FireEye foi premiada na prévia do programa Empreenda.EmAção!, que foi realizado na Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (FINIT). Classificada em 3º lugar, o projeto foi prestigiado com três meses gratuitos no laboratório aberto Senai/Fiemg com coworking e prototipagem.

“Espero que o resultado seja um estímulo para o desenvolvimento de outros projetos empreendedores na área de ciências da vida e ambientais”, Eugênia comenta e chama a atenção para a necessidade de desenvolver um olhar atento ao potencial de mercado que os trabalhos desenvolvidos no ICB podem ter. “O meu projeto, a princípio, era totalmente acadêmico, o que mudou foi a forma de olhar para ele”, ela afirma.

#FireEye#doutoradoufmg#incêndioFavoritar

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