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16/Jan/2018 - 10:18 - Atualizado em 17/Jan/2018 - 10:43

Pesquisa da UFMG desenvolve implante que libera medicamento nos olhos

Método é menos doloroso e desconfortável para pacientes e trata áreas do olho não alcançadas por colírios e pomadas


Por Redação
Dispositivo implantado no olho do paciente para tratar doenças graves
Crédito: Divulgação

Em busca de novas formas de tratamento para doenças nos olhos, um grupo de pesquisadores da Faculdade de Farmácia da UFMG desenvolveu um implante intravítreo para aplicação localizada e contínua de medicamentos intraoculares.

O estudo, que teve início em 2003, buscava uma alternativa aos tratamentos existentes para problemas intraoculares. “Na época, teve início o uso de medicamentos injetáveis dentro dos olhos. Penetrando nos olhos, as agulhas alcançavam a parte posterior do órgão. O problema é que esse tipo de tratamento é doloroso e aflitivo para o paciente, causando muito desconforto”, explica Armando da Silva Cunha, professor do Departamento de Produtos Farmacêuticos.

O grupo passou a pesquisar métodos de liberação de medicamento intraocular e chegou ao implante polimérico que solta, continuamente, o medicamento em seu interior. “Trata-se de um material biodegradável que, depois de liberar toda a substância, será absorvido pelo organismo. O implante tem apenas 0,43 mm de diâmetro e entre 4 e 6 mm de comprimento e é colocado dentro do olho por meio de um sistema de cânulas. A recuperação do paciente também é muito rápida”, explica o professor.

O dispositivo é introduzido no corpo vítreo do olho após aplicação da anestesia local. O procedimento leva cerca de cinco minutos. A vantagem do tratamento é que o implante é levado uma única vez ao olho, diferente das injeções.

O estudo é realizado por meio de parceria da UFMG com a Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Ezequiel Dias e com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

Tratamento para outras doenças

Segundo o professor, o implante ocular é importante por tratar doenças oculares graves, que atingem muitas pessoas, além de ser eficiente e mais acessível que métodos convencionais. O dispositivo desenvolvido na UFMG pode ser usado para combater doenças como a degeneração macular relacionada à idade, a uveíte e a toxaplasmose ocular.

O pesquisador acredita que o método pode ser adaptado para outras partes do corpo. “Já estamos trabalhando no desenvolvimento de implantes para aplicação nos seios paranasais, para tratar rinossinusite crônica”, afirma.

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