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17/Abr/2017 - 10:32 - Atualizado em 17/Abr/2017 - 10:45

Pesquisa da UFMG usa carvão animal para limpar água suja de petróleo

Técnica elimina contaminantes difíceis de degradar, ao contrário do tratamento convencional


Por Redação Belo Horizonte

Uma tese de doutorado defendida na Escola de Engenharia da UFMG aponta um método inovador de tratamento de água usada no processo industrial petrolífero. Segundo a autora Patrícia da Luz Mesquita, professora da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), o uso de carvão animal – feito de ossos bovinos – elimina contaminantes difíceis de degradar.

O tratamento convencional da água usada em atividades petrolíferas é incapaz de retirar todos os compostos não biodegradáveis dos resíduos líquidos resultantes de processos industriais, impossibilitando seu total reaproveitamento.

O uso do carvão animal possibilitou que parte dos compostos orgânicos não biodegradáveis fossem facilmente removidos. O carvão de ossos bovinos tem uma área superficial e porosidade que favorecem a retenção do resíduo petrolífero.

"A sujeira não removida em etapas anteriores do tratamento da água residuária fica retida, aderida à superfície do carvão", diz a pesquisadora. Ela explica que a maioria dos carvões é constituída majoritariamente por carbono, enquanto o bovino possui, em sua composição química, fosfatos e carbonatos de cálcio. A limpeza do efluente ocorre porque os contaminantes refratários da indústria do petróleo interagem com esses fosfatos e carbonatos, fazendo a sujeira "grudar" no carvão.

Os testes foram realizados em escala laboratorial durante o doutorado da pesquisadora. Inicialmente, ela analisou os poluentes e observou sua constituição. Depois, promoveu testes com o carvão bovino, classificado quanto à sua composição química, estabilidade térmica, porosidade e área superficial. Em outra fase do estudo, Patrícia Mesquita reproduziu o processo contínuo que ocorre nas indústrias petrolíferas.

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