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17/Jul/2017 - 14:26 - Atualizado em 19/Jul/2017 - 11:38

Pesquisadores alemães apontam pensamento artístico como chave para a inovação

Conferência da reunião da SBPC apontou a criatividade como importante para o desenvolvimento no futuro


Por Renato Carvalho/SIMI Belo Horizonte
Werner Preissing, Ursula Bertram e o mediador Marcio Weichert
Crédito: Renato Carvalho/SIMI

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está recebendo a 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento será realizado durante toda a semana e traz diversos cursos, palestras, seminários, mostras de trabalhos e stands.

Uma delegação alemã de pesquisadores organizada pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação - São Paulo (DWIH-SP) faz parte do evento. Na manhã desta segunda-feira, 17 de julho, foi realizada a conferência “A ligação perdida - Por quê ciência e economia precisam da pesquisa artística”.

Os pesquisadores da Universidade Técnica de Dortmund (TU Dortmund), Ursula Bertram e Werner Preissing, destacaram que a “criatividade vai ser o mais importante motorista do futuro”. Segundo a dupla, a inovação básica é a responsável pelo desenvolvimento. “Capital humano, educação, bem-estar, nanotecnologia e design thinking são algumas das próximas inovações básicas”, disse Preissing.

Os alemães apontaram que o cérebro humano é preguiçoso para inovar. “Ele se propõe sempre a fazer o simples. Para inovar, precisamos usar mais o lado direito do cérebro, ter pensamentos não lineares”, disse Ursula. Para ela, o lado esquerdo é um sistema fechado, enquanto o direito um sistema aberto, com ideias, aberto à inovação.

A pesquisadora ressalta que, para inovar, devemos ir além do pensamento comum. “Antes de aprender como inventar alguma coisa, é preciso aprender como inventar”. Bertram enfatizou, ainda, o pensamento não linear é a estratégia para usar a arte em outras áreas e, consequentemente, obter resultados inovadores.

Por fim, os pesquisadores opinaram que a educação nas escolas direciona os jovens para uma formação linear, seguindo métodos e fórmulas. “Após 10 anos de escola você acaba perdendo a sua não-linearidade”, finalizou Bertram.

Inovação como transformação social e econômica

No período da tarde, o presidente da Fapemig, professor Evaldo Vilela, coordenou o debate sobre inovação e transformação social e econômica. Ao lado dele estiveram Eduardo Albuquerque, da UFMG, Luiz Antônio Elias, ex-secretário e executivo do MCTI, e Carlos Alberto de Oliveira, da Fundação Dom Cabral.

Eduardo Albuquerque, Carlos Alberto, prof. Evaldo Vilela e Luiz Antônio Elias durante a apresentação
Crédito: Renato Carvalho/SIMI

Abertura

Na abertura da reunião, realizada nesse domingo, 16, houve a defesa do orçamento para ciência e tecnologia no Brasil. A manifestação contra a perda de conquistas, que ameaça o financiamento da pesquisa, permeou os discursos da noite. Segundo a presidente da  SBPC, Helena Nader, não se pode pensar um modelo de nação soberana sem ciência, tecnologia e inovação.

#inovação#ciência#criatividadeFavoritar

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