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28/Mar/2018 - 13:33 - Atualizado em 28/Mar/2018 - 16:27

Pesquisadores mineiros querem desenvolver cura definitiva para a malária

Organização Pan-Americana da Saúde emitiu alerta sobre aumento dos casos no Brasil


Por Redação Belo Horizonte

A malária é uma doença infecciosa grave transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles que, por ano, mata milhares de pessoas no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016 foram registrados 216 milhões de casos da doença em todo o planeta. Neste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou sobre o aumento de casos de malária no Brasil, Equador, México, Nicarágua e Venezuela no ano passado e pediu para as autoridades da região que reforcem a vigilância e o controle.

Para tentar diminuir esse mal causado pelo mosquito Anopheles, uma pesquisa que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), tenta controlar e impedir o alastramento da doença. O grupo Malária Experimental e Humana, do Instituto René Rachou, unidade da Fundação Oswaldo Cruz, trabalha há cerca de 10 anos, com tratamento buscando identificar um antimalárico de fácil produção e baixo custo. A proposta é que esse medicamento seja capaz de simultaneamente curar a infecção e bloquear a transmissão do parasita.

Coordenada pela professora pela professora Antoniara Ursine Kretti, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a pesquisa, denominada “Desenvolvimento de moléculas, combinações e filoterápicos com atividade antiflamatória”, contou com recursos de R$ 509 mil da FAPEMIG. Os testes são feitos com compostos obtidos por síntese química, produzida em laboratório, e com produtos isolados a partir do fracionamento de plantas medicinais.

Até o momento, o controle da malária consiste no tratamento dos doentes com medicamentos que destruam o parasita, Plasmodium falciparam, o mais letal no ciclo sanguíneo. Porém, esses organismos desenvolveram resistência à maioria dos antimaláricos disponíveis. Outra questão é que a malária transmitida pelo Plasmodium vivax, o mais comum no Brasil, é caracterizada por frequentes recaídas meses após o tratamento, em razão dos parasitas que permanecem dormentes no fígado. Com isso, nesse caso, o único fármaco disponível para evitar recaídas é a primaquina.

Segundo os pesquisadores, caso novos testes sejam viabilizados com resultados seguros, a própria Fiocruz tem condições de produzir o medicamento em larga escala. O Instituto de Tecnologia em Fármacos ocupa posição estratégica como laboratório farmacêutico oficial vinculado ao Ministério da Saúde, com capacidade instalada para produção de cerca de 6,5 bilhões de unidades de medicamentos.

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