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16/Fev/2017 - 08:00 - Atualizado em 16/Fev/2017 - 00:16

Startup adota modelo do Uber para cientistas de dados

Pivigo, startup londrina, quer tornar a contratação de cientistas de dados tão simples quanto chamar um Uber


Por Redação Belo Horizonte


A Pivigo, startup de Londres, Inglaterra, está lançando no mercado um sistema que permitirá que pequenas empresas, incapazes economicamente de contratar cientistas de dados próprios, ou empresas de consultoria caras se conectem com pesquisadores em uma base projeto a projeto, informou a companhia.

Criada há quatro anos, a startup tem cerca de 1.500 cientistas de dados em sua plataforma. Anteriormente, a Pivigo oferecia cursos de treinamento e quadros de anúncios de empregos para pesquisadores que buscavam vagas de tempo integral, com clientes como KPMG, Barclays, Marks & Spencer Group e Royal Mail.

O novo mercado on-line é o exemplo mais recente de como a “economia gig” — termo que faz referência à forma como a tecnologia está possibilitando que um número cada vez maior de pessoas trabalhe como freelancer — avança a passos largos em uma série de setores, como advocacia, contabilidade e pesquisa, nos quais no passado a maioria dos trabalhadores ocupava vagas de tempo integral.

 Atualmente, o foco da startup são empresas com um quadro de funcionário que varia de 500 a 1.000 empregados, disse a cofundadora e CEO da Pivigo, Kim Nilsson, em entrevista.

Segundo ela, essas empresas normalmente não têm nenhuma capacidade analítica interna, “nem orçamentos enormes para gastar para que a KPMG ou a Accenture venham e realizem um projeto grande e caro”, disse.

De acordo com Nilsson, os cientistas de dados poderão usar a plataforma para se candidatarem a trabalhos e a Pivigo ajudará as empresas a definirem suas propostas e a compor a equipe apropriada de especialistas.

Como exemplo, a Pivigo montou uma equipe de quatro especialistas em dados que ajudaram a The Parts Alliance, uma fornecedora de autopeças britânica, a usar os dados de seus clientes para refinar seu modelo de precificação. Os pesquisadores ajudaram a escrever um algoritmo de aprendizado de máquina para aconselhar os representantes de vendas em relação a quais preços negociar, disse Nilsson. Ela disse que a equipe da Pivigo estimou que o algoritmo poderia aumentar as receitas da fornecedora de peças em 6 milhões de libras (US$ 7,5 milhões).

A Pivigo cobra uma taxa diária de seus clientes com base no nível e na experiência dos cientistas de dados envolvidos. A empresa repassa uma parte dessa tarifa a eles e fica com outra parte, sem cobrar nada para que os pesquisadores listem suas habilidades no mercado.

A companhia, fundada por meio da combinação de receitas existentes e de investidores-anjos, atualmente emprega 12 pessoas.

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Fonte: UOL

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